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20 fevereiro 2018

Concurso de Ideias para UMA Floresta Sustentável e uma Aldeia+VERDE termina hoje

É HOJE !
... a data da entrega das candidaturas ao Concurso de Ideias para UMA Floresta Sustentável para uma Aldeia+VERDE,
neste caso as aldeias da minha Freguesia de Beijós, Carregal do Sal. 
Foi a 4-Dezembro-2017, com os terrenos ainda quase todos negros do grande incêndio florestal de 15-Outubro-2017 que lançámos o desafio aos jovens para Plantarem a sua Ideia para UMA Floresta Sustentável, oferencendo um primeiro prémio convidativo de 1500 Euros. 
O Regulamento do Concurso, publicado no blog da aldeia BeijozXXI e no blog de um dos promotores Soroptimista PT, já foi visualizado mais de 900 vezes.
É hoje,
20-Fevereiro-2018 que ficamos a saber, se há jovens com grandes Ideias para UMA Florestal Sustentável!  
Favor enviar as candidaturas para o e-mail do promotor   SI Estoril Cascais soroptimistestorilcascais@gmail.com 
Um cópia em suporte físico deve ser enviada para o endereço 
Associação Cultural e Desportiva de Beijós
Rua Abade Pais Pinto
Beijós  3430-521 Carregal do Sal 

Ver mais no blog da aldeia    http://beijozxxi.blogspot.pt/2017/12/concurso-regulamento-plano-uma-floresta.html




29 janeiro 2018

D de défice: Demografia marca o destino de Portugal

Para quem não tiver comprado o semanário Expresso ou não tiver paciência para descobrir com transpor o "paywall" do Expresso, importa procurar e ler a importante entrevista a Maria Filomena Mendes, Presidente da Associação Portuguesa de Demografia sobre o défice mais importante de todos, o da natalidade. 
Já que não dá para reencaminhar o artigo, eis alguns apontamentos: 
"Nunca mais vamos conseguir repor o número de nascimentos" em Portugal devido às gerações cada vez mais pequenas, diz Maria Filomena Mendes. A especialista alerta para o persistente desfasamento  entre a percepção das famílias numerosas e a realidade  (do Portugal com o país do filho único, recordamos). 

A investigadora em demografia  recorda a aposta de alguns países para reverter o declínio da natalidade, com...
- medidas de apoio à mãe que trabalha (ainda mais essencial no país dos salários baixos, recorde-se)
- investimento em creches publicas gratuitas ou que as pessoas possam pagar, com horários alargados
- redução dos horários de trabalho, com trabalho em part time, uma medida que pode ter menos efeito em Portugal devido ao impacto do corte de rendimento nos orçamentos familiares frágeis
- mais segurança no trabalho (com contrato sem termo, com menos precariedade) a par de rendimentos mais elevados
- casas de primeira habitação a rendas ou prestações acessíveis
- conciliação do trabalho e da família

Para cada um artigo que fala do défice da natalidade, tivemos 20 artigos a falar do défice externo e 200+ artigos a falar do défice orçamental.
Mas o défice demográfico é fundamental, pois demografia é destino .

VER http://expresso/semanario2361/expresso/sociedade/nunca-mais-vamos-conseguir-repor-o-numero-de-nascimentos


05 dezembro 2017

ABRAM VALAS !

Abram valas !  

Dizia o ambientalista Eugénio Sequeira na Radio Renascença esta manhã.

Com os os fogos e a falta de chuva, estamos em  maior risco de enxurradas e de erosão, especialmente nas encostas.

Abrindo valas horizontais, seguindo as curvas de nível, segura-se a água da chuva, que infiltra e alimenta  os aquíferos e não escorre rapidamente arrastando as cinzas para os rios.

Exemplos de medidas a promover no imediato:

    Resultado de imagem para abrir valas nas matas queimadas
  • Reconstrução e recuperação de infraestruturas afetadas, nomeadamente no que diz respeito à drenagem e condução de águas pluviais;
  • Abertura de valas segundo as curvas de nível ou de sulcos, de forma a reduzir a velocidade da água e promover a infiltração, reduzindo a erosão e o arrastamento das cinzas;
  • Utilização de madeiras queimadas e troncos de árvores para construção de barreiras de retenção das cinzas, devidamente escoradas ao solo e perpendiculares ao maior declive;
  • Construção de prezas ao longo das linhas de água para retenção de resíduos.
Um solução más rápida e mais barata do que abrir valas é cortar as árvores queimadas e colocar os troncos nas linhas de nível para criar socalcos e segurar os solos. 

Ver mais sobre Eugénio Sequeira https://www.publico.pt/2013/10/31/ecosfera/noticia/ambientalista-eugenio-sequeira-recebe-premio-quercus-2013-1610900

Medidas a executar de imediato http://www.esquerda.net/artigo/o-pinhal-de-leiria-ardeu-o-que-fazer-no-imediato/51612 

Limpeza de terrenos  http://www.origifure.com/products/desmata%C3%A7%C3%A3o%20e%20limpezas%20de%20terrenos,%20matas%20e%20jardins/

04 dezembro 2017

Concurso Regulamento: Plano para UMA Floresta Sustentável, até 20-Fevereiro

Planta a tua Ideia  para uma Aldeia+VERDE!


Concurso de Ideias: Plano para UMA Floresta Sustentável
para a Freguesia de Beijós, Carregal do Sal

...REGULAMENTO ...  Data de entrega: 31-Janeiro-2018 alterada para 20-Fevereiro-2018

A Associação Cultural e Desportiva de Beijós (ACDB) e o clube Soroptimist International Estoril Cascais (SIEC) organizam o Concurso de Ideias para um “Plano para UMA Floresta Sustentável para recuperar as florestas das aldeias, e criar um “Beijós+VERDE”.

Objetivos
O Concurso, de âmbito nacional, tem como objetivo principal sensibilizar os jovens, os estudantes do ensino superior e as populações locais para a problemática da Sustentabilidade, através da elaboração e discussão de trabalhos e de novas abordagens sobre como criar e gerir UMA Floresta Sustentável ao nível da aldeia.

Com esta iniciativa pretende-se também contribuir para a mobilização das populações locais, para o conhecimento e adesão a boas praticas e para a criação de soluções necessárias e possíveis, tendentes a melhorar a sustentabilidade da floresta local e a diminuir os riscos inerentes, a fim de apoiar a recuperação dos meios de subsistência individuais e coletivos, centrados na agricultura, pastorícia e floresta.

Dirigido a aldeias fortemente ameaçadas e prejudicadas pelos incêndios de 2017, este Concurso é um o contributo para a primeira fase de um processo de reflorestação sustentável, e para a conjugação de esforços e criação de consensos em torno de um Plano de Reflorestação a implementar em fases posteriores.

Destinatários e Como Concorrer
O Concurso de Ideias visa um Plano para UMA Floresta Sustentável e está aberto a jovens dos 18 aos 45 anos. Os trabalhos poderão ser apresentados individualmente ou equipas de até 3 elementos, caracterizadas pela diversidade de género e de especialidade, desde que um dos membros seja estudante do ensino superior.

Os participantes devem apresentar os trabalhos sob a forma de relatório com o máximo de 15 páginas, excluindo anexos. Os trabalhos poderão ser complementados por material ilustrativo adequado (vídeo, imagens, gráficos, mapas GIS, Powerpoint, etc.).
Os autores dos 5 Trabalhos melhor classificados pelo Júri serão convidados a apresentar as suas propostas em sessões locais de discussão e consulta pública.  
Os trabalhos deverão ser enviados por correio eletrónico, para o Clube Soroptimist Estoril Cascais, soroptimistestorilcascais@gmail.com , até 31 de Janeiro de 2018.

Prazos e Calendário
4 –Dezembro-2017– anúncio do Concurso e divulgação nos blogs do Clube e da aldeia
Até 6-Janeiro-2018 – visitas de campo e esclarecimentos por e-mail
Até 31- Janeiro- 2018 - entrega por e-mail para soroptimistestorilcascais@gmail.com
Fevereiro  2018  - análise pelo Júri e seleção de 5 Trabalhos finalistas
Março-2018, dia a confirmar - apresentação e discussão pública nas aldeias
Março-2018 – seleção do Trabalho vencedor, Cerimónia pública de entrega e pagamento do Prémio

Júri do Concurso
·         Membro do Clube Soroptimist International Estoril Cascais, presidente 
·         Membro da Associação Cultural e Desportiva de Beijós
·         Membro da Junta de Freguesia de Beijós, Município de Carregal do Sal
·         Especialista em gestão florestal e desenvolvimento rural sustentável
·         Especialista em proteção civil, gestão de riscos ambientais, ordenamento do território

As decisões do Júri são irrevogáveis e não sujeitas a recurso. O Júri não atribuirá prémios caso entenda que os trabalhos não têm a qualidade necessária, ou não respondem aos pressupostos e objetivos estabelecidos neste Regulamento; poderá, no entanto, e em casos excecionais, atribuir Menções Honrosas não pecuniárias.
Os concorrentes serão avisados por e-mail sobre os resultados deste Concurso.

Critérios de Seleção
- Qualidade técnica
- Exequibilidade e interesse e apropriação pelos beneficiários locais
- Considerações sociais e jurídicas, tradições, cultura e demografia.
- Sustentabilidade ambiental, sustentabilidade económica e sustentabilidade social
- Apresentação

Os trabalhos a apresentar deverão focar as potenciais soluções técnicas com melhor impacto e exequibilidade no futuro em termos económicos e sociais, a fim de evitar os custos socioeconómicos da gestão florestal deficiente e melhorar a relação de custo/beneficio para as populações e para a prevenção de calamidades com base na floresta.

Prémios
O prémio no valor de 1 500 EUR será atribuído ao melhor Trabalho, contribuindo para o desenvolvimento profissional do(s) vencedor(es).
Os outros quatro Trabalhos finalistas beneficiarão de um subsídio de EUR 125 cada, para reembolso de despesas de deslocação ao terreno.  

Poderá haver um reconhecimento especial, para “professor assessor” do trabalho vencedor.

Promotores e Patrocinadores
- Organização e patrocínio do Clube Soroptimist Internacional Estoril Cascais
- Organização da Associação Cultural e Desportiva de Beijós  
- Participação da Junta de Freguesia de Beijós   

Conteúdos dos Trabalhos
Os trabalhos premiados, incluindo as menções honrosas, serão propriedade das entidades organizadoras, podendo ser utilizados ou publicitados por elas desde que se salvaguarde a indicação do autor ou autores. Os concorrentes premiados renunciam, desde já, a quaisquer direitos autorais, nos termos deste Regulamento.

Os trabalhos não premiados serão devolvidos, no prazo de 30 dias após decisão do Júri.

Todas as dificuldades práticas de interpretação e aplicação do presente Regulamento serão decididas pelas entidades organizadoras, sem direito a recurso. A candidatura a este Concurso implica a aceitação plena, pelos concorrentes, do presente Regulamento.

Entrega de Trabalhos a Concurso
Os concorrentes devem enviar um original digital do Trabalho a Concurso para o e-mail soroptimistestorilcascais@gmail.com até 31-Janeiro-2018, e um original em suporte físico a enviar para morada a indicar. 
Devem ainda juntar numa folha em envelope separado os seguintes dados pessoais:
-           Título do Trabalho
-           Nome completo dos elementos da equipa
-           Data de nascimento
-           Morada
-           Telefone e telemóvel
-           Endereço eletrónico
-           Curso que está a frequentar ou profissão que está a exercer
-           Estabelecimento de ensino atual ou o mais recente
-           Declaração da frequência do ensino superior de pelo menos um dos elementos
-           Evidência da(s) visita(s) ao terreno, datas, etc

Contexto: Freguesia de Beijós, Carregal do Sal
A freguesia está centrada numa aldeia milenar de forte vocação agrícola, situada em volta de um vale habitualmente verde alimentado por ribeiras que desaguam no rio Dão. Com as outras aldeias de freguesia, incluindo Pardieiros, Póvoa da Pegada e Póvoa de Lisboa, com as povoações de Penedo, o Sobral e Cabanas de Viriato, formam uma pequena bacia hidrográfica que foi fortemente prejudicada nos incêndios de Outubro 2017. O cerco dos fogos fez perder animais, máquinas e alfaias agrícolas, videiras, oliveiras e outras árvores de fruto, instalações agrícolas, casas de habitação e floresta de pinho, eucalipto e carvalho numa área muito extensa de mais de 60% da área.

A população residente passou momentos de grande aflição na noite de 15 para 16 de Outubro-2017, mas combateram os fogos com coragem e eficácia, defendendo as suas casas e limitando as perdas, ainda que bastante significativas, apenas a bens materiais. Praticamente todas as famílias sofreram prejuízos causados pelo fogo voraz.

Quase todas as famílias mantêm atividade agrícola e florestal em minifúndio, seja como pequenos agricultores de subsistência, sobretudo no caso das mulheres ou como agricultores profissionais. Apesar de haver um boa quantidade de maninhos públicos, as soluções para UMA Floresta Sustentável têm de ser orientadas sobretudo para a cooperação entre os mais de 400 proprietários florestais privados, muitos dos quais mulheres, idosos ou ausentes em Portugal ou na diáspora.

Áreas e Temas a considerar
Este Concurso é aberto a todas as especialidades, nomeadamente qualquer das seguintes áreas de estudo:
·         Agronomia, gestão agrícola e florestal, desenvolvimento rural, agricultura tradicional de subsistência
·         Sociologia, demografia, questões de género, comunicação, organizações, associativismo
·         Ambiente, alterações climáticas e gestão de ecossistemas e recursos ambientais e Ordenamento do território, gestão municipal 
·         Direito de sucessão, legislação rural, fiscalidade e notariado
·         Economia, boas práticas de gestão de explorações agrícolas e florestais, gestão de riscos, seguros, turismo, marketing
·         Segurança pública, criminalidade ambiental e fiscalização, justiça
·         Gestão de riscos, alterações climáticas, segurança pública e proteção civil

Informação e Contactos:  soroptimistestorilcascais@gmail.com
Blog Soroptimista PT http://soroptimistapt.blogspot.com  
Blog  Beijós XXI http://beijozxxi.blogspot.com
Facebook Associação de Beijós https://www.facebook.com/ACDB1948/ 



Concurso: Plano para UMA Floresta Sustentável e uma Aldeia+VERDE,

Favor divulgar a partir de 4-Dezembro-2017 
Entrega de candidaturas até 31-Janeiro-2018 

Soroptimistas juntam-se à Associação Cultural e Desportiva de Beijós  e desafiam jovens a apresentar um Plano para UMA Floresta Sustentável numa freguesia fustigada pelas chamas em Outubro 2017. 

 Planta a tua ideia para UMA Floresta Sustentável e ajuda a tornar uma Aldeia+VERDE !

 Concurso de Ideias – Plano para UMA Floresta Sustentável nas aldeias da freguesia de Beijós, Carregal do Sal  
O Concurso é organizado pelo Clube Soroptimist International Estoril Cascais com a Associação Cultural e Desportiva de Beijós e com a participação da Junta de Freguesia de Beijós, Carregal do Sal

 UMA Floresta Sustentável precisa de um bom Plano de Reflorestação Sustentável.  
O objetivo do concurso é de sensibilizar os jovens, os estudantes do ensino superior e as populações locais para a problemática da Sustentabilidade e para novas abordagens sobre como criar e gerir UMA Floresta Sustentável ao nível da aldeia. Pretende-se também contribuir para a mobilização das populações e dos mais de 400 proprietários, para o conhecimento e adesão a boas práticas de gestão agrícola e florestal em aldeias fortemente ameaçadas e prejudicadas pelos incêndios de Outubro 2017.
 -         Aberto a candidaturas individuais ou em equipas de até 3 elementos de 18-45 anos, incluindo pelo menos um estudante do ensino superior.         
-         Os Trabalhos finalistas selecionados pelo Júri serão apresentados em sessões públicas locais de discussão e consulta em Março 2018.
-         O prémio para o Trabalho primeiro classificado será de 1.500 euros. Os outros Trabalhos finalistas receberão subsídios de deslocação ao terreno.
-         Entrega de candidaturas até 31-Janeiro-2018 para o e-mail soroptimistestorilcascais@gmail.com .

Para o Regulamento e informação, favor contactar:  soroptimistestorilcascais@gmail.com, ver os  blogs Soroptimista PT http://soroptimistapt.blogspot.com, ou Beijós XXI http://beijosxxi.blogspot.com

Esta iniciativa faz parte do porgrama Adopte-uma-Aldeia  da Soroptimist International 

03 dezembro 2017

EU fundos disponíveis para "bons projetos" de recuperação

A sua aldeia tem um "bom projeto" de recuperação para toda a freguesia para aceder aos fundos e apoios europeus ?
A sua aldeia tem uma Associação local para mobilizar e agregar esforços ? 

(Veja o blog Soroptimista PT  Aldeia+VERDE http://soroptimistapt.blogspot.pt/search/label/Aldeia%2BVERDE)

Resultado de imagem para cretu apoio bons projetosA comissária europeia para política regional, Corina Cretu, defendeu hoje que Bruxelas tem os recursos necessários e a disponibilidade para apoiar a reconstrução e a reforma da floresta portuguesa, mas frisou que também são necessários bons projetos. 

Corina Cretu, também dirigente do Partido Social Democrata romeno, que na segunda-feira visita as áreas ardidas dos concelhos de Pedrógão Grande, Castanheira de Pêra e Figueiró dos Vinhos, falava aos jornalistas após ter sido recebida pelo primeiro-ministro, António Costa, em São Bento. 

Na reunião com António Costa, segundo fonte do executivo português, verificou-se "total sintonia de posições sobre o futuro da política de coesão", tendo também sido abordados assuntos como a revisão do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o Fundo de Solidariedade Europeu e a reforma da floresta portuguesa.

17 novembro 2017

Agronomia debate medidas para UMA Floresta Sustentável na Faculdade de Direito, 17-Nov, 14h HOJE

Instituto Superior de Agronomia, Lisboa 
Anfiteatro 4 . FACULDADE DE DIREITO, UNIVERSIDADE DE LISBOA 
Sexta-feira, 17-Nov-17, 14h 

Foto de Instituto Superior de Agronomia.Num país que arde todos os anos, em que a propriedade florestal se encontra fragmentada, mal cadastrada e mal gerida, em que as doenças das árvores se multiplicam, em que a produção nacional só consegue suprir 80% das necessidades da indústria, enquanto milhões de hectares estão ao abandono e em que a valorização da produção florestal e a ligação ao mercado são débeis com um licenciamento florestal demasiado burocratizado, impõe-se uma alteração profunda no plano da política nacional de florestas.

Saiba mais sobre este evento em http://www.isa.ulisboa.pt/go/Z3v 
A Floresta e o Novo Pacote Legislativo - Evento organizado pelo Colégio F3 - Food, Farming, Forestry
 Num país que arde todos os anos, em que a propriedade florestal se encontra fragmentada, mal cadastrada e mal gerida, em que as doenças das árvores se multiplicam, em que a produção nacional só consegue suprir 80% das necessidades da indústria, enquanto milhões de hectares estão ao abandono e em que a valorização da produção florestal e a ligação ao mercado são débeis com um licenciamento florestal demasiado burocratizado, impõe-se uma alteração profunda no plano da política nacional de florestas. Destarte, este ano, o atual Governo aprovou um conjunto de medidas de reforma florestal para responder aos grandes desafios que se colocam em Portugal neste sector.
Face à enormidade e complexidade do desafio que obriga à criação de novos institutos e instrumentos jurídicos e à simplificação de outros, assim como a uma redistribuição de atribuições, competências e poderes entre a Administração central e o poder local, interessa discutir com os vários stakeholders a sua efetividade e apurar se este pacote florestal tem mais do que uma mera dimensão simbólica.
É neste contexto que o Centro de Conhecimento do Fogo Rural dinamizado pelo Colégio Food, Farming and Forestry (F3) da Universidade de Lisboa e a sua Faculdade de Direito organizam este Colóquio – aberto ao público –, para gerar um debate amplo e inclusivo que interrogue expetativas, comportamentos e políticas
As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias, e deverão ser feitas  Num país que arde todos os anos, em que a propriedade florestal se encontra fragmentada, mal cadastrada e mal gerida, em que as doenças das árvores se multiplicam, assim como a plantação de espécies exóticas, em que a produção nacional só consegue suprir 80% das necessidades da indústria, enquanto milhões de hectares estão ao abandono e em que a valorização da produção florestal e a ligação ao mercado são débeis com um licenciamento florestal demasiado burocratizado, impõe se uma alteração profunda no plano da política nacional de florestas. Destarte, este ano, o atual Governo, no dia Internacional da Floresta, aprovou em Conselho de Ministros um conjunto de medidas de reforma florestal para responder aos grandes desafios que se colocam em Portugal neste sector e que assenta, no quadro da valorização do território, em três áreas de intervenção:
gestão e ordenamento florestal, titularidade da propriedade e defesa da floresta nas vertentes de prevenção e de combate aos incêndios. Face à enormidade e complexidade do desafio que obriga à criação de novos institutos e instrumentos jurídicos e à simplificação de outros, assim como a uma redistribuição de atribuições, competências e poderes entre a Administração central e o poder local, interessa discutir com os vários stakeholders a sua efetividade e apurar se este  pacote florestal tem mais do que uma mera dimensão simbólica. 
É neste contexto que a Faculdade de Direito, em colaboração com o Centro de Conhecimento do Fogo Rural dinamizado pelo Colégio Food, Farming and Forestry (F3)  a Universidade de Lisboa, organiza este Colóquio, para gerar um debate amplo e inclusivo que interrogue expetativas, comportamentos e políticas. 
LOCAL DA CONFERÊNCIA   
Anfiteatro 4 . FACULDADE DE DIREITO, UNIVERSIDADE DE LISBOA 
Alameda da Universidade . Cidade Universitária, 1649-014 Lisboa
PROGRAMA  13h45 Registo dos Participantes  Pedro Romano Martinez, Faculdade de Direito da ULisb

25 setembro 2016

PMEs criam mais postos de trabalho mas precisam de melhor acesso a clientes

PPP Lusofonia: PMEs criam mais postos de trabalho com acesso a cl...: As PMEs são o principal motor da criação de emprego em quase todos os países.    Na União Europeia, 85% dos novos postos de trabalho são criados por pequenas e micro-empresas.



As mulheres empreendedoras lançam-se nos negócios com mais idade e com menos dinheiro do que os homens...

06 agosto 2015

Concurso da Embaixada Americana apoia o trabalho artesanal



O artesanato é segundo maior empregrador no mundo depois da agricultura 
A Embaixada Americana lançou um concurso para levar artesãs e o trabalho artesanal aos Estados Unidos 

Calling all Artisans and Artisan supporters around the globe. We want your artwork and digital media! Submit your media for a chance to win a trip to Washington, D.C., have your artwork featured in media and promotional materials, and even cash prizes! 

The competition is open to everyone, and we are looking for creative multimedia content that tells the story of the impact artisan enterprise has on the global economy and helping those escape poverty. More information and submission details can be found here 
Ver mais em http://goo.gl/fVoyCF

Kim Sawyer finalista para prémio de Diversidade na Europa


 Kim Sawyer is shortlisted for an important Diversity Award ... in Europe ! 


CONGRATULATIONS  Kim Sawyer ! 
We are right behind you ! 

 Kim Sawyer é finalista para o prémio DIVERSITY CHAMPION OF THE YEAR 


Será um prémio muito bem merecido  que dará mais visibilidade quer ao seu trabalho com Connect to Success e WPO  Women Presidents' Organization em prol das mulheres empreendedoras em Portugal, quer à importância do apoio à diversidade na Europa.  

VER http://soroptimistapt.blogspot.com/2014/06/a-soroptimistinternational-uniao-de.html

http://soroptimistapt.blogspot.com/2015/05/onde-mandam-as-mulheres-ainda-e-onde-os.html

02 agosto 2015

Natalidade e custos e benefícios de encolar meninos

O artigo em The Economist de 25-Julho-2015 sobre a "greve de bebés"  tem um gráfico elucidativo, para não dizer chocante, que coloca Portugal no fundo dos fundos, quer em termos de fertilidade, quer em termos de despesa pública de apoio às famílias.

As estatísticas da OCDE apontam para Portugal para o país com o maior problema de baixa natalidade, mas também como o país que menos faz para apoiar as famílias.

Nestes países de baixa fertilidade, ter filhos pode ser visto como um investimento privado com benefícios públicos, isto é,  com externalidades positivas que justificam alguma compensação para alinhar as escolhas individuais das famílias com os interesses colectivos da sociedade.

O artigo, que merece ser traduzido e estudado, apresenta vários estudos sobre o problema demográfico de baixa fertilidade, inferior à taxa de natalidade sustentável de 2.1 crianças por mulher, e as eventuais soluções, tais como:
- subsidio por bebé
- abono de família
- benefícios, deduções ou créditos fiscais no IRS dos pais
- subsídios para cuidados infantis de qualidade  em infantários, creches e amas 
aposentação antecipada para avós cuidadores 
- licenças de maternidade e paternidade pagas e mais longas
- cidades amigas-de-crianças (baby-friendly cities)...

Segundo o artigo, a medida que funciona melhor são os infantários subsidiados que permitem às mães melhor combinar o trabalho com a  família.  Isto faz todo o sentido.
Resultado de imagem para imagem bebé ao colo
Tradicionalmente, as mães sempre dependeram de "cuidadores gratuitos", sob a forma de avós, madrinhas e tias, como numa aldeia.  Isto não dispensando o envolvimento do próprio pai.
Esta era uma forma da família apoiar o investimento individual dos jovens pais na criação da próxima geração da família.  E antes de haver "baby-sitters",  havia facilidade em arranjar  "criadas de encolar meninos".  Com famílias mais pequenas, e dispersas, em ambiente urbano, os pais precisam de outras formas de apoio à primeira infância nos anos pré-escolares mais críticos.

Comparar as consequências para o equilíbrio trabalho-família de medidas alternativas tais como os  "infantários subsidiados" e a "licença de parto mais longa"  é elucidativo:

Nos países mais pobres, com baixos salários e desemprego elevado, as mães precisam trabalhar mais, não menos, para contribuir para as finanças da família. Mas quando as mães trabalham, quem toma conta das crianças?
- A licença de maternidade alongada aumenta o custo e a complexidade da contratação de jovem mulheres como empregadas.  Mais tempo em casa também eleva o custo de oportunidade para as próprias mães,  que acabam por acumular menos experiência de trabalho  no início de sua vida profissional.
- Já os cuidados infantis subsidiados, pelo contrário, ajudam as mulheres a entrar e a permanecer no mercado de trabalho, confiantes que os seus filhos estão bem entregues,  e isso torna as mulheres mais empregáveis, não menos.

Demografia é destino, pois os ciclos demográficos são muito difíceis de inverter.  As medidas de apoio à família tem que ser bem desenhadas e aplicadas, com peso e medida. Os custos de resultados não intencionados podem ser desastrosos para uma sociedade.

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Ver mais no Público http://www.publico.pt/sociedade/noticia/problema-nao-se-resolve-com-incentivos-a-fecundidade-1703762

01 agosto 2015

Soroptimistas apoiam trabalho com crianças em Cabo Verde

O projecto de uma Soroptimista do Clube Estoril Cascais  em Cabo Verde criou a oportunidade de fazermos uma pequena "visita de estudo",   a fim de conhecer melhor o país e de dar o nosso contributo para o importante trabalho com crianças carenciadas.

Em primeiro lugar, conhecemos a Federação Caboverdiana de Andebol e o seu Projecto de Mini-Andebol, Desporto e Saúde,  que foi financiado pela IOM-Organização Internacional para as Migrações promovendo o retorno temporário de emigrantes na diaspora para transferir conhecimentos e criar capacidades nos países de origem.  Neste projecto,  a Assunção Fernandes Tavares replica o programa de andebol que desenvolveu em Linda-a-Velha e Carnaxide e que o Clube Estoril Cascais tem vindo a apoiar desde 2009, com a nossa parceira Associação de Solidariedade Social Assomada.  

Cabo Verde tem uma diaspora de cerca de 500.000, quase tão grande como a população do país, e o arquipélago faz parte da história mundial, e da Lusofonia em particular,  como entreposto e ponto de encontro de culturas desde o século XV.

Enquanto os responsáveis do Projecto de Mini-andebol se preparavam para receber cerca de 200  crianças de várias ilhas num Festival de mini-andebol na cidade da Assomada (a original!),  aproveitamos para assistir a alguns dos treinos e para entregar uma (pequena) remessa de calçado, roupa e material escolar recolhido  entre as soroptimistas e amigas em Portugal.  As necessidades são muitas e sabemos que os nossos contributos serão muito bem encaminhados.

Também assistimos aos treinos da Selecção Caboverdiana de Andebol Sub-21, cujos remates faziam tremer o pavilhão!  Nós, e as crianças, ficámos devidamente impressionados.

Boa sorte aos atletas de todas a idades e cumprimentos a José Eduardo dos Santos, presidente da Federação Caboverdiana de Andebol.  Foi um prazer e uma honra poder assistir e colaboar nesta iniciativa.

Depois fizemos diversos contactos para apresentar as Soroptimistas e conhecer o trabalho de várias associações femininas caboverdianas que hão-de vir a dar frutos no futuro.

Havemos de voltar !

VER mais em https://www.facebook.com/pages/Federa%C3%A7%C3%A3o-Caboverdiana-de-Andebol/109605295777487

Entrega de equipamento http://www.oceanpress.info/cms/Pt/desporto/item/28147-associacao-internacional-entrega-equipamentos-de-mini-andebol-a-federacao

Federação de Andebol recebe donativo de Soroptimistas http://www.abola.pt/africa/ver.aspx?id=562421

O anúncio do Festival de mini-andebol recolha fotos nossas http://www.avoz.cv/desporto/festival-nacional-mini-andebol-realizado-assomada/ 

Um artigo que menciona as Soroptimistas http://www.criolosports.com/index.php?option=com_content&view=article&id=7265:andebol-sal-lha-do-sal-recebe-projecto-formativo-de-mini-andebol-&catid=24:andebol&Itemid=79

Iniciou o Festival de Mini-Andebol http://www.oceanpress.info/cms/Pt/desporto/item/28396-ja-iniciou-o-festival-de-mini-andebol

Ver o video ! https://www.youtube.com/watch?v=GRJgeO9gN2U

Andebol e Saúde é um projecto que visa formar monitores e implementar escolas de andebol em Cabo Verde, quer ligadas a Clubes quer introduzindo a prática regular do mini-andebol no EBI, de acordo com o programa Andebol na Escola.
 Este projecto que tem igualmente uma vertente ligada à saúde, dando aos formandos e praticantes, conhecimentos básicos da importância de uma boa alimentação para a prática do desporto, bem como os cuidados a ter na prevenção de lesões, está a ser implementado na ilha do Sal desde o dia 22 de Junho, abrangendo nesta fase inicial, 80 crianças das localidades de Palmeira, Santa Maria, Espargos e Pedra de Lume.
Este projecto é dirigido pela Mestre em Serviço Social e especialista de Andebol, Assunção Fernandes, que no quadro do programa, Regresso Temporário de Nacionais Qualificados do Ministério das Comunidades, encontra-se em Cabo Verde, a serviço da FCA por um período de quatro meses.
Além das entidades que sustentam o programa, o MC e a OIM, o projecto da FCA tem sido alargado a várias ilhas e concelhos, graças aos apoios que a Federação e a própria técnica têm mobilizado, nomeadamente a Câmara Municipal de Oeiras, o Sporting Clube de Portugal (Dpto Andebol) e o Clube Soroptmist Estoril Cascais, em Portugal, bem como em Cabo Verde, o Ministério da Educação e Desporto/ DGD, a Câmaras Municipais de São Domingos, Santa Catarina, Sal, Maio e Boavista, e empresas privadas como a ASA e o Hotel Crioula que asseguram a deslocação e estadia da técnica na ilha do Sal.
De realçar que a missão formativa na Ilha do Sal encerra com um Festival Regional de Mini-Andebol, que será o terceiro deste programa, a realizar-se no próximo dia 27 de Junho, a partir das 8 horas, no Polivalente de Cascais.
Fonte: FCA

08 julho 2015

31 maio 2015

DN Dinheiro Vivo entrevistou Soroptimistas para saber "Onde mandam as mulheres?"

Onde mandam as mulheres? Ainda é onde os homens querem - Dinheiro Vivo
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Sandra Correia, Kim Sawyer, Ulla Madsen, Mariana Abrantes de Sousa, Estela Barbot e Maria Cândida Rocha e Silva  D.R.  30/05/2015 | 00:00 |  Dinheiro Vivo

Da próxima vez que for ao cinema, faça um teste. O filme que está a ver tem duas mulheres que falam uma com a outra sobre qualquer assunto que não diga respeito a um homem? Se a resposta for sim a estes três critérios, parabéns, o filme passou o Teste Bechdel. Agora, os números: numa lista de 5913 filmes avaliados desde 2013, 3407 cumprem os três requisitos. É mais de metade, é verdade. Mas também é verdade que quase metade dos filmes que vemos não tem uma única mulher capaz de falar com outra sobre qualquer coisa que não o namorado. Não é por acaso. A subrepresentação das mulheres é uma realidade no cinema porque é uma realidade na sociedade: nos cargos de administração das empresas, nos cargos de liderança não executivos, nos governos. Há dois sítios onde são a maioria: na população total e na população licenciada.

Portugal não é exceção. Mais de cinco décadas depois de as mulheres casadas já não serem obrigadas a pedir autorização aos maridos para saírem do país, o Governo começou a implementar a obrigatoriedade de uma quota mínima de cada género nas entidades reguladoras. Não em todas; o Banco de Portugal tem um "estatuto especial" e, por isso, só deve procurar "tendencialmente" uma percentagem mínima de mulheres na administração. Mas a imposição de quotas tem sido vista, em Portugal e na Europa, como a solução para a subrepresentação e, por cá, poderá até vir a ser alargada às empresas cotadas; mesmo que, para já, as empresas sejam apenas convidadas a assumir um compromisso voluntário para aumentar a representação das mulheres nos conselhos de administração para um terço até 2018 (ver entrevista à secretária de Estado da Igualdade). Perguntámos a sete mulheres a sua opinião sobre o sistema de quotas e temos uma resposta: num país ideal, não o usariam; aqui, não veem alternativa.
"Há um lugar reservado no inferno para as mulheres que não estão a ajudar outras mulheres". Ulla Madsen diz isto com um sorriso. Não deseja realmente o inferno a ninguém, mas há uma coisa de que não tem dúvidas. "Os homens têm a sua rede de conhecimentos a funcionar desde sempre. Recomendam-se uns aos outros e são muito bons nisso. É aí que temos de fazer alguma coisa. As mulheres que estão na liderança têm de puxar outras mulheres", afirma.

Quando não há mulheres no topo, são os homens que têm de contrariar a própria natureza humana. "Os processos de seleção favorecem as pessoas como nós", diz a economista Mariana Abrantes de Sousa. "Se eu for contratar alguém, se calhar, entre três pessoas, vou escolher aquela com quem eu me dou bem, que, provavelmente, será uma pessoa muito parecida comigo". Esta é uma "tendência natural", mas "compete-nos contrariá-la".
Se dúvidas houver, os estudos dissipam-nas. As empresas da lista Fortune 500 com maior representação de mulheres nas direções têm uma prestação financeira  ....
...O que é que não mudou? "A forma de escolher os líderes, gestores, reguladores e políticos", diz. Não mudou "a tradição dos homens de confiança".
Rafaela Burd Relvas com Tiago Figueiredo Silva

O valor da diversidade é tangível e mede-se pelos resultados!
Queiram ver o artigo completo em Onde mandam as mulheres? Ainda é onde os homens querem - Dinheiro Vivo  

Where are women in charge ? Where man want
The next time you go to the movies, take a test. In the movie you are watching, are there two women, talking to each other, about anything that does not relate to a man? If the answer is yes to these three criteria, congratulations, the film passed the Bechdel Test. Now the numbers: a list of 5 913 films evaluated since 2013, 3 407 meet the three requirements. It is more than half, it is true. But it is also true that in nearly half of the films that we see not a single woman is able to talk about anything other than the boyfriend. It is no coincidence. The under-representation of women is a reality in film because it is a reality in society: in positions of management of the companies, the non-executive leadership positions in government. There are two areas in which women are in the majority in the total population and in the university graduates..
Portugal is no exception. More than five decades after married women no longer needed to request permission frpm their husbands to leave the country, the government began implementing the requirement of a minimum diversity of gender in regulatory agencies. Not all; Banco de Portugal has a "special status" and therefore  is only required to “work towads” a a minimum percentage of women on its board. But the imposition of quotas has been seen in Portugal and in Europe, as the solution to the under-representation.  In Portugal, it may even   be extended to listed companies; even if, for now, companies are only asked to make a voluntary commitment to increasing  women's representation on boards of directors to one-third by 2018 (see interview with Secretary of State for Equality). We asked seven women for their views on the quota system and have an answer: in an ideal country, it need not be used  ; here in Portugal, they see no alternative to quotas.
"There is a place reserved in hell for women who do not help other women". Ulla Madsen says this with a smile. Not that she wishes that on anybody,   but there is one thing that has no doubt. "Men have their contact networks always at  work.  They recommend each other and are very good at it. That's where we have to do something. Women who are in the lead have to pull up other women," she says. And when there are no women at the top, it is men who have to counter human nature itself. "The selection processes favor people like oursevle," says economist Mariana Abrantes de Sousa. "If I’m hiring someone, maybe among three people, I will choose the one with whom I get along well, and it will probably be a person very similar to me." This is a "natural tendency", but "it behooves us to counteract it [for the sake of diversity]."
If there are any doubts, the studies dissipate them. Fortune 500 companies with the highest representation of women on Board  have better financial performance than companies with less diversity. In fact, says the consulting company McKinsey, companies who bet on diversity are 15% more likely to have good financial results. There is no reason not to include women on their Boards. Or is there? There are cultural and religious aspects, to start, says Estela Barbot. "Many women, to be competitive, betting on a career and choosing not to start a family or postponing having children,  implies a cost for them, also with serious consequences for society," says REN's manager and former adviser to the IMF. And "it's not for lack of preparation," adds Maria Cândia Rocha e Silva, who holds the presidency of the Bank Carregosa board of directors. It is that "traditionally, men have more time, they do not rush home to finish dinner". And, "however much you already see different examples, the woman retains maind responsibilty for family life, which leaves you less time to devote to their professional ambition."
If it is hard to see where the problem begins, but it is not easier to know where it ends. Not in large companies, nor in small. Even in startups, where women can lead their own businesses, most CEO are men. Lack of confidence is the first problem, say the women with whom the Dinheiro Vivo spoke. The more difficult access to finance is another, aggravated by the lack of women in the technology sector, one of the leading entrepreneurial ecosystems. But above all, "until the disproportionate burden of family responsibilities on women switch to a more equalitarian distribution between men and women, it will be difficult to increase the number of successful entrepreneurs," said  Kim Sawyer, wife of the US Ambassador to Portugal and project mentor of Connect to Success, which supports women entrepreneurs. In Portugal, she says, there is a tendency to hinder  entrepreneurs. It is the "I can’t" attitude. But to the embaixatriz, it is clear that Portuguese women have "entrepreneurial spirit".
Sandra Correia is an example. In 2003, she founded   Pelcor, branded fashion accessories in Cork. In addition to being a woman, the youth also counted against her. I was 32 years old and others look on me with "suspicion". Today, she is invited to participate in conferences where the PSI 20 companies and sits invariably alongside men. "I'm the only woman among them. I am very well treated, but my ambition is only to live up to men, but to be better." And sheguarantees, "I always say what I have to say, no matter what." This is also one of the features that othe interviewees believ define women. "Men are very hierarchical, they follow what the boss says. Women can  be independent-minded, disruptive," says Mariana Abrantes de Sousa. "They know how to listen more" and have "an intuition with which can lead to good business," says Sandra Correia. Men, meanwhile, are more persistent and colder in their decision-making. They are more focused on the goals, they have a greater sense of responsibility.
Together, what could we achieve? What would a country where equality was full? It would be a country economically "more productive," says  Teresa Morais,  Secretary of State forEquality. It would be a country where men and women would boost women would boost men, says Ulla Madsen.
This Danish executive worked all her life in the world of men in banking. She is president of the women's group Soroptimist International of Europe and, which came to Lisbon this week  for the annual meeting of Soroptimist. The conversation with Dinheiro Vivo began with a statement: "I am against quotas." When  confronted with the reality of Portugal, where not one of the 18 companies in the PSI 20 has a female CEO and where only 34.6% of management positions (not including only the board) of all companies are held by women, she acknowledged: "In my country, the change happened naturally, they looked for the best and saw that they were promoting diversity. But when you start from scratch, quotas can be a place to start."   Sandra Correia would add: "If there is no obligation, people will not do anything to change."
But how to reach the top? "With merit " says  Estela Barbot. "But it requires a huge effort and a woman must show ability, since there is still the mindset that a woman's place is at home and, if that is the woman's choice, not an imposition, it must be respected" she admits.
The arguments in defense of gender equality do not fit in the pages of a newspaper,. After all, you can only think of the question. "If we were satisfied with the way we have been governed, would we need to change?" Asked Mariana Abrantes de Sousa. "We are not poor by chance. We destroyed immense value in the last 10 years by a series of errors. If we do not want to repeat the same mistakes, we better change," says the economist. And what has not yet changed? "The way we choose our leaders, managers, regulators and politicians," she says. What has not change is the  tradition of “men of confidence."

Rafaela Burd Relvas with Tiago Figueiredo Silva