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29 janeiro 2018

D de défice: Demografia marca o destino de Portugal

Para quem não tiver comprado o semanário Expresso ou não tiver paciência para descobrir com transpor o "paywall" do Expresso, importa procurar e ler a importante entrevista a Maria Filomena Mendes, Presidente da Associação Portuguesa de Demografia sobre o défice mais importante de todos, o da natalidade. 
Já que não dá para reencaminhar o artigo, eis alguns apontamentos: 
"Nunca mais vamos conseguir repor o número de nascimentos" em Portugal devido às gerações cada vez mais pequenas, diz Maria Filomena Mendes. A especialista alerta para o persistente desfasamento  entre a percepção das famílias numerosas e a realidade  (do Portugal com o país do filho único, recordamos). 

A investigadora em demografia  recorda a aposta de alguns países para reverter o declínio da natalidade, com...
- medidas de apoio à mãe que trabalha (ainda mais essencial no país dos salários baixos, recorde-se)
- investimento em creches publicas gratuitas ou que as pessoas possam pagar, com horários alargados
- redução dos horários de trabalho, com trabalho em part time, uma medida que pode ter menos efeito em Portugal devido ao impacto do corte de rendimento nos orçamentos familiares frágeis
- mais segurança no trabalho (com contrato sem termo, com menos precariedade) a par de rendimentos mais elevados
- casas de primeira habitação a rendas ou prestações acessíveis
- conciliação do trabalho e da família

Para cada um artigo que fala do défice da natalidade, tivemos 20 artigos a falar do défice externo e 200+ artigos a falar do défice orçamental.
Mas o défice demográfico é fundamental, pois demografia é destino .

VER http://expresso/semanario2361/expresso/sociedade/nunca-mais-vamos-conseguir-repor-o-numero-de-nascimentos


22 maio 2017

Pay gap aumenta em Portugal




Numa visita a´Helsinquia, soroptimistas finlandesas perguntaram como vai o "pay gap" em Portugal ? 
De facto o  diferencial de salários entre homens e mulheres está em  -17,8% em Portugal , acima da média dos -16,3% da média da EU-28 
mas não muito diferente dos -17,3% da Finlandia. 

Com uma diferença importante: Em Portugal as mulheres estão a ficar cada vez mais prejudicadas.    
Enquanto na Finlândia os salários estão a convergir , de um gap de - 21,3 % em 2016, em Portugal os salários 

de homens e mulheres estão a divergir, o diferencial  a aumentar a mais que duplicar de -8,4% em 2006 para -17,8% em 2015. 

http://ec.europa.eu/eurostat/statistics-explained/index.php/Gender_pay_gap_statistics 

07 março 2016

Portugueses quase iguais no desemprego - esta igualdade dispensa-se

No Dia Internacional da Mulher, seria bom recordar que a igualdade é um meio para uma sociedade melhor.

Eis um tipo de igualdade que dispensávamos bem, a igualdade de desemprego.  

Taxa de desemprego: total e por sexo (%) - Portugal

Quantos homens ou mulheres desempregados existem por cada 100 activos?

Taxa - %
Anos
Sexo
Total
Masculino
Feminino
Mais 19837,64,611,6
Mais 19904,63,26,5
 20003,93,14,9
 20014,03,25,0
 20025,04,16,0
 20036,35,47,2
 20046,65,87,6
 20057,66,78,6
 20067,66,58,9
 20078,06,69,5
 20087,66,58,7
 20099,48,810,1
 201010,89,811,9
 201112,712,313,0
 201215,515,615,5
 201316,216,016,4
 201413,913,514,3
 201512,412,212,7
Fontes/Entidades: INE, PORDATA
Última actualização: 2016-02-10

06 maio 2015

Programar é o que está a dar

Resultado de imagem para girls who codeA Conferencia Anual da WPO Women Presidents Organization foi um encontro cheio de entusiasmo e grandes revelações, graças ás participantes  e às oradoras extraordinárias.
Uma das oradoras que mais nos ficou na memória foi Reshma Saujani, talvez por ter sido a ultima oradora, ou por focar o que podemos fazer pelas meninas que estão a ficar para trás na era digital.
O movimento GIRLS who CODE,   https://girlswhocode.com/about-us/ pretende trazer mais meninas para o sector STEM - Science Technogoly Enternainment and Mathematics

A missão destes clubes é de ensinar meninas a programar código informático trabalhando para inspirar, educar e equipar meninas com as habilidades de computação para aproveitarem as oportunidades do século XXI.
Muitos parabéns!
Ver mais em https://www.womenpresidentsorg.com/news-events/conference-schedule


04 março 2015

Desemprego no Feminino em Portugal - 2015

Uma em cada quatro mulheres está desempregada 

ou subocupada

De acordo com um estudo que a CGTP-Intersindical fez para assinalar o início da Semana para a Igualdade, o desemprego e a subocupação atingem cerca de 688 mil mulheres.
"Este número corresponde a uma taxa real de desemprego e subocupação de 25,3%", diz a análise a que a agência Lusa teve acesso.
Os últimos dados do INE (Inquérito ao Emprego - 4º trimestre de 2014), referem que o número de trabalhadoras desempregadas era de 364,5 milhares em 2014, correspondendo a uma taxa de desemprego de 14,3% (13,5% entre os homens).
O desemprego aumentou 26,6 milhares face a 2011, segundo os dados oficiais.  Para chegar ao total de 688 mil mulheres desempregadas e subocupadas, a Intersindical teve em conta as mulheres que estão desencorajadas, as sub-empregadas e as inactivas.
"São mais 89 milhares que em 2011 devido ao aumento do desencorajamento em 54,6 milhares e do subemprego em 12,6 milhares", refere o mesmo documento. A mesma taxa foi de 20,8% em 2014 no caso dos homens, o que significa que o desencorajamento e a subocupação é mais grave entre as mulheres do que entre os homens.
Segundo a CGTP, há também "muitos milhares de desempregadas abrangidas por contratos emprego-inserção (CEI) e estágios promovidos pelo IEFP, que o INE conta como empregadas". "Desde que este Governo tomou posse, em 2011, o emprego caiu 73 milhares entre as mulheres, mantendo-se a precariedade num nível muito elevado (21%, embora esta percentagem fique muito aquém da realidade por excluir a maioria do falso trabalho independente)", afirma a central sindical.
Para a Inter, "a situação é ainda mais gritante" entra as mulheres mais jovens, dado que 39% das jovens até aos 35 anos têm contratos não permanentes, percentagem que sobe para os 63% no caso das jovens trabalhadoras com menos de 25 anos.
O estudo salienta ainda que as mulheres trabalhadoras ganham, em média, menos 17,5% que os seus colegas de trabalho, apesar de terem habilitações mais elevadas. As mulheres são também a maioria dos trabalhadores a receber o salário mínimo nacional, pois 17,5% das mulheres trabalhadoras ganham a remuneração mínima face a 9,4% dos homens.
Por ganharem menos, as mulheres acabam por ser depois as que mais recebem o complemento solidário para idosos, rendimento social de inserção, pensões de velhice e de sobrevivência. Os jovens e as mulheres são os mais afectados pela falta de cobertura das prestações de desemprego, porque "são também as maiores vítimas da precariedade e do desemprego, que não lhes permite cumprir os períodos de garantia para acesso às prestações".
"É sintomático que 70% das mulheres desempregadas e 85% dos jovens com menos de 35 anos não tenha acesso a subsídio de desemprego ou subsídio social de desemprego", salienta central sindical.
A Semana da Igualdade decorre até domingo (Dia da Mulher) com iniciativas nos locais de trabalho e na rua, por todo o país, que contarão com a participação dos sindicatos da CGTP e das mulheres trabalhadoras dos vários sectores de actividade.
Segundo Fátima Messias, dirigente da Intersindical que coordena a respectiva Comissão para a Igualdade, a Semana da Igualdade tem como objectivos a defesa de "emprego seguro e com direitos, aumento geral dos salários, salário igual para trabalho igual ou de igual valor e protecção social para todas as mulheres e homens desempregados".
As 35 horas de trabalho semanal, para todos/as, sem redução salarial, a reposição da universalidade do abono de família e a contratação coletiva como fonte de direitos e progresso social, são, de acordo com a sindicalista, outras das reivindicações em causa.

07 fevereiro 2015

Recessões cortam natalidade de forma permanente

Sabíamos que a natalidade desce quando o desemprego sobe, mas as sequelas de longo prazo são mais graves do que se pensava.   
Num estudo americano de 2014, a economista Janet Currie da Princeton University concluiu que as recessões deprimem a natalidade não só no curto prazo mas também no longo prazo.    

O estudo mostra que as mulheres que estavam nos seus 20 anos durante a Grande Recessão, irão provavelmente ter menos filhos. Nas recessões passadas, houve um aumento no número de mulheres que chegaram aos 40 anos sem filhos.

O estudo, que analisou 140 milhões de registos de nascimento nos EUA e que foi  publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, é o primeiro a mostrar que as recessões têm efeitos a longo prazo sobre a fertilidade, e esses efeitos aumentam exponencialmente ao longo do tempo.

Mas quais são os mecanismos económicos que levam a estes resultados? As investigadoras citam estudos empíricos recentes que mostram que os jovens adultos - homens - especialmente os que entram no mercado de trabalho durante uma recessão económica, são susceptíveis de ter ganhos persistentemente inferiores durante toda a sua carreira. Esse fenómeno pode tornar estes homens menos atraentes como pais, o que explica o aumento do número de mulheres que prescindem de ser mães

Este trabalho destaca os custos pessoais das recessões, mesmo nesta esfera mais íntima, e portanto aponta para a importância de evitar as recessões,  segundoo a professora Janet Currie, que é também a Directora da faculdade de Economia da Universidade de Princeton.



Fonte:  http://wws.princeton.edu/news-and-events/news/item/recessions-result-lower-birth-rates-long-run

21 abril 2014

Portugal perde população devido a quebra de natalidade

A taxa Bruta de Natalidade em Portugal está entre as mais baixas da Europa.  A relação entre o número de nados-vivos durante o ano por 1000 habitantes está apenas em 8,5 em Portugal, comparado com a média de 10,3 bebés na EU-27.
Em 2012, nasceram apenas 89.841 bebés em Portugal, bastante menos de metade dos 213.895 nascimentos em 1960.  Com esta quebra radical, a natalidade fica agora bastante abaixo do nível de substituição dado o número de óbitos de 107.612 em 2012 que representa uma evolução mais moderada.




Portugal vai perdendo população por duas formas: A quebra drástica da natalidade e a forte emigração de jovens  à  procura de oportunidades económicas.  
Demografia - Portugal 
Apesar da população alemã estar ainda mais envelhecida, com uma taxa de natalidade ainda mais baixa do que a portuguesa,  a forte economia alemã atrai trabalhadores com melhores salários para os adultos treinados e prontos a trabalhar Isto permite países como a Alemanha compensar a falta de bebés com a atracão de imigrantes. .

Diz quem sabe, os pais e avós, que o problema principal é a falta de apoio à primeira infância.  As creches são caras, os avós nem sempre estão disponíveis.   As creches mais baratas ficam à volta de 300 euros/mês, o que não se coaduna com o salário mínimo de 485 euros/mês.  Ter um bebé  pode implicar a perda não só do salário, mas também da carreira da mãe.  

01 abril 2014

Trabalho de mulheres aumenta

Emprego feminino cresce em quase 10 mil postos de trabalho.
Mas Portugal foi o país onde mais se agravou a diferença salarial entre mulheres e homens em 2013 .

Publicado em 2014-03-28
A secretária de Estado dos Assuntos Parlamentares da Igualdade recusou que a crise esteja a afetar mais as mulheres e apontou que houve quase 10 mil empregos entre o terceiro e o quarto trimestre de 2013 para o lado feminino.
Teresa Morais, que falava na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, admitiu não ter como proteger as mulheres da crise e dos seus efeitos nefastos, mas garantiu que o Governo tem feito tudo o que está ao seu alcance para minimizar o impacto.
"A tendência tradicional do perfil do desemprego, com taxas de desemprego das mulheres a superarem em muito a dos homens, inverteu-se em curtos períodos de tempo em 2012 e 2013 e apresentou no último trimestre um diferencial de um ponto percentual", defendeu.
Tendo em conta os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao último trimestre de 2013 e comparando com o período homólogo de 2012, Teresa Morais sublinhou que o emprego entre os homens aumentou 0,2%, enquanto o emprego entre as mulheres aumentou 1,2%.
"Significa que o emprego das mulheres tem crescido mais do que o dos homens e que a taxa de desemprego das mulheres é neste momento menor em relação ao desemprego dos homens. A diferença é menor do que foi no passado", sustentou.
Estas análises levam a secretária de Estado a afirmar que entre o terceiro e o quarto trimestres de 2013 houve um aumento de 9.600 empregos entre as mulheres.
Emprego feminino cresce em quase 10 mil postos de trabalho
Já no que diz respeito à presença de mulheres nos conselhos de administração das 20 empresas portuguesas cotadas em bolsa (PSI20), Teresa Morais diz ter havido uma ligeira subida de 7% em 2012 para 9% em 2013, o que melhora ligeiramente a posição de Portugal em relação aos restantes países da Europa.
"Neste momento há cinco estados membros da União Europeia mais a Turquia que estão piores do que Portugal", referiu, fazendo alusão a uma declaração sua o ano passado na mesma comissão, em que dava conta de só existirem dois países piores do que Portugal.

Já no que diz respeito às nomeações feitas pelo Conselho de Ministros para os órgãos de administração das empresas do setor empresarial do Estado, a secretária de Estado adiantou terem sido 37,5% de mulheres.

10 outubro 2013


Um recente estudo do FMI,  "Mulheres, Trabalho e Economia",    mostra que, apesar de algumas melhorias, o progresso no nivelamento das oportunidades de trabalho  para as mulheres estagnou, disse a dirigente Christine Lagarde. "Aumentar a participação das mulheres no mercado de trabalho  beneficiaria todos   de várias maneiras." Por exemplo, ela notou, se o número de trabalhadores do sexo feminino fosse elevado ao mesmo nível que o de homens na Emirados Árabes Unidos, o PIB iria expandir em 12 por cento, no Japão em 9 por cento, e nos Estados Unidos da América em 5 por cento.

IMF
O documento aponta para uma série de obstáculos à participação laboral feminina.
O número de mulheres na força de trabalho continua a ser muito inferior ao dos homens em todo o mundo: apenas cerca de metade das mulheres em idade de trabalhar estão empregadas. As mulheres estão concentradas no  trabalho não remunerado , e quando são pagas , eleas estão super-representados no setor informal e entre os pobres, e elas continuam a receber salários inferiores aos dos homens para os mesmos postos de trabalho " , disse Lagarde .
Lagarde apela às autoridades em todo o mundo a tomar medidas e implementar políticas para derrubar obstáculos para as mulheres , estabelecendo algumas recomendações fundamentais, tais como:
As políticas de gastos fiscais do governo e, assim como a regulação do mercado de trabalho podem ser reformuladas  para ajudar a impulsionar o emprego feminino " , disse Lagarde .
 "Por exemplo , a tributação individual em vez de renda que a família em muitas economias impõe um imposto superior marginal no segundo assalariado em cada domicílios - podem encorajar as mulheres a procurar emprego. "
Vinculando os benefícios sociais para a participação na força de trabalho , treinamento ou programas activos do mercado de trabalho também pode ajudar a aumentar o emprego feminino , ela disse que , como seria a disponibilidade de creches e infantários bons e de custo acessível bem como apoios à  paternidade e maternidade.
Para mais recomendações e para ler toda a análise , confira o estudo.
O estudo do FMI foi lançado na véspera da presença de Lagarde num painel em Nova York com Bill Clinton , Sheryl Sandberg , e Mo Ibrahim , como parte da Iniciativa Global Clinton.
Fonte: http://blog-imfdirect.imf.org/2013/09/23/lagarde-women-can-help-grow-the-world-economy/
e en español
http://blog-imfdirect.imf.org/2013/09/23/lagarde-women-can-help-grow-the-world-economy/
Estudo Las mujeres, el trabajo e la economia http://www.imf.org/external/spanish/pubs/ft/sdn/2013/sdn1310exs.pdf