23 outubro 2010

Conferência Combater a Pobreza, ISCSP, 18-20 Novembro 2010

Conferência Internacional Sobre Pobreza e Exclusão Social, 
subordinada ao tema “Combater a Pobreza: Um compromisso para o futuro global
Data:  18, 19 e 20 de Novembro de 2010
Local:  ISCSP
Organização: Centro de Administração e Políticas Públicas do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (Universidade Técnica de Lisboa) e  Instituto da Segurança Social, IP, entidade coordenadora nacional do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social 2010
Contactos: 
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas,  Universidade Técnica de Lisboa
Rua Almerindo Lessa | 1300-663, Lisboa
Tel.: (+351) 213 619 430

A conferência tem em  vista o objectivo estabelecido no Programa Nacional para o AECPES 2010 em Portugal de contribuir para a compreensão e visibilidade do fenómeno da pobreza e seu carácter multidimensional.

“Novo Rumo” para as vítimas de violência doméstica

23 de Outubro de 2010
A associação Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta através do projecto “Novo Rumo - para uma vida sem violência”, em parceria com a Junta de Freguesia de Ovar, vai ajudar a criar um Centro de Informação e Acompanhamento a Vítimas de Violência Doméstica, que funcionará numa sala do órgão vareiro.

Carla Azevedo
O Centro de Informação e Acompanhamento a Vítimas de Violência Doméstica (CIA) poderá arrancar já este mês em Ovar.
O Protocolo de Cooperação está a ser celebrado entre a Associação Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta, com base no projecto “Novo Rumo - para uma vida sem violência”, e a Junta de Freguesia de Ovar. Segundo a responsável pela equipa do projecto, Patrícia Correia, o ‘“Novo Rumo - para uma vida sem violência”’ surge da necessidade de criar infra-estruturas que permitam um apoio próximo e constante à mulher vítima de violência doméstica”. Esta consciencialização aparece da experiência adquirida nos projectos “Estrada Larga - caminhos para famílias sem violência” - que, entre muitas acções, promoveu na Junta de Ovar, em Abril do ano passado, uma sessão de informação e sensibilização sobre violência doméstica -, e “Porto d’Abrigo” (residência temporária para mulheres e crianças vítimas de violência doméstica). Nesse sentido, o “Novo Rumo - para uma vida sem violência” pretende ajudar a criar Centros de Informação e Acompanhamento de Vítimas de Violência Doméstica em Juntas de Freguesia e outras instituições dos três distritos abrangidos pelo projecto - Aveiro, Braga e Porto -, “distritos estes que apresentaram cerca de 34 por cento do total nacional de ocorrências de violência doméstica registadas pela PSP e GNR”, referiu Patrícia Correia.
Ao “Novo Rumo - para uma vida sem violência” caberá, como explicou a responsável pela equipa, “a consultoria necessária para o bom funcionamento do centro a criar (sensibilização, transferência de ‘know-how’, atendimento acompanhado, implementação de manuais de procedimento e qualidade”. A associação compromete-se assim a facultar gratuitamente consultoria técnica especializada na área de violência doméstica aos técnicos da Junta de Ovar envolvidos no centro, a providenciar os materiais necessários à divulgação do CIA, e a acompanhar e apoiar o funcionamento do centro através da presença de uma técnica do projecto. Além de garantir a frequência gratuita de seminários ou reuniões de aperfeiçoamento dos serviços de técnicos da Junta de Ovar e de instituições locais da freguesia, o projecto vai facilitar igualmente o acesso a documentação técnica na área da violência doméstica aos técnicos da Junta de Ovar e fornecer os suportes documentais e estatísticos necessários à avaliação do projecto.
À Junta de Freguesia de Ovar, como esclareceu Esmeralda Souto, compete a cedência gratuita de uma sala para funcionamento do CIA e assegurar os recursos humanos da Junta necessários à correcta actividade do centro. O protocolo institui também que a Junta deverá garantir a divulgação do CIA nos locais da freguesia em que tal se justifique e facilitar o acesso dos técnicos do projecto “Novo Rumo” a líderes da co-munidade, que aceitem contribuir para a divulgação dos serviços prestados pelo CIA, nomeadamente encaminhando para este as pessoas que necessitem de informação ou apoio na área da violência doméstica. Cabe ainda ao órgão vareiro facilitar a deslocação dos técnicos da Junta de Ovar responsáveis pelo exercício do CIA ao Centro Piloto de Infor-mação e Acompanhamento de Vítimas de Violência Doméstica, localizado na Junta de Freguesia de Oliveira do Douro (concelho de Vila Nova de Gaia), ficando as despesas inerentes a cargo da Junta de Ovar. A entidade vareira terá ainda de assegurar as normas de confidencialidade e segurança dos processos de informação e atendimento, sem prejuízo do acesso à informação por outros serviços do Estado, bem como manter e actualizar os registos documentais e estatísticos neces-sários à avaliação do projecto “Novo Rumo”.

“CADA VEZ MAIS EM OVAR EXISTEM PROBLEMAS DE NATUREZA SOCIAL QUE TEMOS DE RESOLVER”
“Fomos contemplados com o projecto ‘Estrada Larga’ e tivemos na Junta de Freguesia uma acção de formação. Isso foi bom para pôr o projecto ao serviço das populações. Depois entretanto o ‘Estrada Larga’ deu origem ao ‘Novo Rumo’ e a Patrícia Correia continuou a desafiar-nos para a situação. Nós, como sempre, voltámos a dizer que estávamos interessados, daí termos já o protocolo para assinatura”, pormenorizou Esmeralda Souto. Neste momento, a única dificuldade da Junta de Ovar, e por isso “o projecto ainda não ter sido concretizado a 100 por cento”, salientou a presidente, tem a ver com “o problema de ter uma assistente social que nos possa prestar apoio, porque não interessa estarmos com uma coisa apenas no papel. Nós queremos que efectivamente ao criarmos o centro seja realmente para que isso possa funcionar. É um projecto que nós temos estado a ver para pegarmos nele com pés e cabeça”.
Para Esmeralda Souto “cada vez mais em Ovar existem pro-blemas de natureza social que temos de resolver. E o problema da violência doméstica é um deles”. E garantiu: “Não tenho dúvidas que este projecto vai mesmo funcionar. Vai permitir que, tendo uma sala na Junta de Ovar, as pessoas possam ter realmente alguém para as ajudar, apoiar, orientar e informar quando tiverem problemas de violência doméstica. Ao mesmo tempo não é só preencher o inquérito e dizer que temos mais uma vítima de violência doméstica, tem que haver acompanhamento”. Na tentativa de encontrar uma solução, uma vez que “a Junta de Ovar não tem possibilidades que permitam admitir uma  assistente social”, Esmeralda Souto pondera a hipótese de recorrer ao Centro de Emprego e de Formação Profissional de Aveiro para conseguir alguém que esteja numa situação de poder fazer um estágio.
A presidente da Junta esclareceu ainda que o acompanhamento às vítimas poderá traduzir-se num apoio jurídico: “Há pessoas que precisam de apoio jurídico, alimentar e monetário, mas também necessitam de um emprego, ou, pelo menos, de arranjar um rendimento mínimo de inserção”.
Com o objectivo de informar a população, Esmeralda Souto espera divulgar o CIA através das escolas, associações de pais, instituições, padres e, talvez, por meio do recenseamento eleitoral, enviando uma carta às mulheres acerca do novo centro.
O projecto “Novo Rumo” já está funcionar nas Juntas de Freguesia de Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), Lavra (Matosinhos), Baguim do Monte (Gondomar), Massarelos (Porto) e termina a 31 de Março de 2006.

Projecto co-financiado pelo Estado e pela União Europeia
O Soroptimist Internacional é a mais antiga organização não governamental de mulheres profissionais, com estatuto consultivo nas Nações Unidas e representação no Conselho da Europa. O Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta surgiu a 8 de Abril de 1994 e optou, desde a sua constituição, pelo trabalho focado na questão da violência contra as mulheres e seus filhos, em particular a que ocorre na família.
O projecto “Novo Rumo - para uma vida sem violência” é uma iniciativa aprovada pela Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres/Presidência do Conselho de Ministros e co-financiado pelo Estado português e pela União Europeia - Fundo Social Europeu.
Ao que o PRAÇA PÚBLICA apurou, junto da responsável da equipa, uma outra área de intervenção do projecto prende-se com a Definição de Políticas Institucionais e Normativos de Acção em médias/grandes empresas e outras instituições de grande dimensão. O projecto pretende, com isto, proporcionar a adopção de políticas de cariz formal relativas à violência doméstica, consubstanciadas na organização de eventos sobre esta temática e na criação de estruturas de apoio e encaminhamento a vítimas. Da mesma forma, pretende-se providenciar apoio directo a programas de combate à violência doméstica.
Apesar de a informação ser bastante importante para a prevenção primária no domínio da violência doméstica, torna-se essencial a aposta na criação de métodos de resolução deste problema. Assim sendo, o “Novo Rumo - para uma vida sem violência” prevê a criação de casas abrigo/apartamentos de transição por iniciativa das Câmaras Municipais, e em eventual parceria com outras instituições da sociedade civil, públicas e/ou privadas.
 Fonte: 
http://www.pracapublica.com/?lop=artigo&op=642e92efb79421734881b53e1e1b18b6&id=f64b2463cf1dba199491c885dff932f3

20 outubro 2010

Seminário para Jornalistas "Género e Informação", Coimbra, 26-27 Outubro 2010

Seminário para Jornalistas "Género e Informação"
1. Finalidade
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e o CENJOR propõem-se realizar um Seminário sobre a temática “Género e Informação” com o objectivo de contribuir para a formação dos e das jornalistas com interesse em áreas especializadas da actualidade informativa, em particular no domínio da igualdade de género.
Pretende-se, assim, favorecer a capacidade das e dos jornalistas produzirem uma informação especializada de qualidade, pautada pelo rigor e domínio técnico, capaz de esclarecer uma opinião pública cada vez mais crítica e exigente.
2. Destinatários/as
O seminário destina-se a jornalistas e equiparados/as com título profissional.
3. Programa (12 horas)
Enquadramento histórico, sociológico e político-legal do género (dia 26 de Outubro)
     Rita Basílio de Simões (Instituto de Estudos Jornalísticos da Universidade de Coimbra)

Questões de género e jornalismo (dia 27 de Outubro)
     Orlando César (Presidente do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas)

Perspectivas de género no jornalismo português I e II (dias 3 e 4 de Novembro)
     Diana Andringa (jornalista)


4. Datas e horários
Datas: O seminário decorrerá nos dias 26 e 27 de Outubro-2010, 3 e 4 de Novembro de 2010 (10.00-13.00h)
Local: Nas instalações do Governo Civil do Distrito de Coimbra, Couraça da Estrela - 3001-851 Coimbra
Contacto:  (Tel: 239 852 800  Fax: 239 852 809  Email:info@gov-civil-coimbra.pt)
5. Certificação
No final do seminário será atribuído um certificado de frequência aos formandos e às formandas que tenham participado em, pelo menos, 75% das sessões propostas.
6. Inscrições e Contactos
As inscrições, limitadas e gratuitas, decorrem até ao dia 23 de Outubro, devendo ser formalizadas junto do CENJOR, através da ficha on-line ou do fax n.º 218 853 355.

Seminário organizado em parceria com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.

Heroínas Portuguesas

As novas 'Marias' de Portugal

por PATRÍCIA JESUS, DN


Tem 41 anos, foi mãe aos 28 e trabalha mais que as outras europeias. É este o retrato da 'portuguesa média'.

Silvana teve o seu único filho aos 28 anos, dez anos depois de vir de Tondela para Lisboa para trabalhar. Tinha então apenas o sexto ano de escolaridade e empregou- -se na hotelaria. A quatro meses de fazer 41, encaixa perfeitamente no perfil da "portuguesa média", desenhado pelas estatísticas - na idade, número de filhos, emprego nos serviços.

Ou seja, a "Maria" do século XXI tem 41 anos, foi mãe pela primeira vez aos 28 anos e tem menos de dois filhos - em 2008, o número médio de filhos por mulher era de 1,37. Se estiver empregada trabalha essencialmente em actividades do sector público e dos serviços sociais e completou, no máximo, o 3º ciclo do ensino básico.

E a confiar nos números médios, Silvana tem ainda mais 42 anos de vida pela frente. Mas pelo menos no que diz respeito à escolaridade, esta mulher que trabalha como governanta num hotel lisboeta está resolvida a alterar a média. Já depois de adulta voltou à escola e espera concluir o curso de Relações Internacionais nos próximos anos.

Trabalhamos mais cinco horas

No entanto, voltar a estudar, para as portuguesas, não é tarefa fácil. É que as empregadas por conta de outrem trabalham 38 horas por semana, mais cinco do que as restantes mulheres europeias. E a média só é mais baixa do que a dos homens, segundo explica o Instituto Nacional de Estatística, porque há mais mulheres a trabalhar a tempo parcial.

Aliás, esta é uma das principais diferenças entre as portuguesas e as outras europeias. A outra é a escolaridade: a cidadã média europeia terminou o secundário e aportuguesa fica-se pelo 9.º ano.

O "português-tipo" também trabalha mais do que os seus colegas nos outros países dos 27 - 41 horas semanais, mais uma do que a média europeia. Está empregado "essencialmente em actividades relacionadas com a indústria, construção, energia e água" e por conta de outrem.

O português médio, tal como a mulher, não foi além do 9.º ano, mas em média ganha mais 136 euros do que ela. Por outro lado, apesar de ser mais novo - tem cerca de 38 anos - só pode esperar mais 39.

Estes são os retratos que o Instituto Nacional de Estatística divulgou ontem, para assinalar o primeiro Dia Mundial da Estatística. "Resulta de uma recolha de diferentes estatísticas, das demográficas às económicas, e são mais indicativos do que informativos", ressalva Filomena Mendes, presidente da Associação de Demografia.

































Isto porque "médias são médias", lembra. Ou seja, são muito influenciadas pelos valores extremos e, por isso, pobres para descrever a realidade. Ainda assim, são necessárias para conseguir sintetizar informação e úteis comparar países, conclui.
Fonte: DN

Sociedade: Desigualdades entre homens e mulheres no Mundo continuam gritantes - ONU

Nova Iorque, 20 out (Lusa) - As mulheres são raras nos órgãos de decisão e em 2009 apenas sete ocupavam funções de chefes de Estado, contra 143 homens, segundo um relatório da ONU publicado hoje, que sublinha a persistência de desigualdades entre os dois sexos no Mundo.

Havia para além disso, em 2009, apenas onze mulheres chefes de governo num total de 192.

Em contrapartida, em 2008, 17 por cento dos membros do governo eram mulheres contra apenas oito por cento em 1998, de acordo com este estudo, publicado hoje por ocasião do dia mundial da estatística.

Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Fonte: DN

http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1690547

28 setembro 2010

A coragem da Tolerância - Aristides de Sousa Mendes, 2-Outubro, 15h

Tertúlia "A coragem da tolerância - Aristides Sousa Mendes", em comemoração do seu 125º aniversário 

Data:  Sábado, dia 2 de Outubro, 15h00

Local: Espaço Memória dos Exílios, primeiro piso da Estação dos Correios do Estoril

Organização conjunta da Câmara Municipal de Cascais e Museu República e Resistência de Lisboa 

Este evento, que está na Agenda do Presidente da Câmara de Cascais,  contará também com a presença de José Cymbron da Fundação Aristides de Sousa Mendes, Sonia Louro, autora, Regina Pinto, CNC e Francisco Dias.  

Os participantes podem também apreciar a exposição sobre Sousa Mendes que  está desde já patente. 

18 agosto 2010

Trabalho, procura-se!

Esse foi o título de uma sessão de preparação de CVs e de simulação de entrevistas no Projecto Bairro@tivo em Outurela, Carnaxide, a 13-Agosto-2010

A sessão, destinada a jovens da Associação de Solidariedade Social Asssomada,  consistiu de:
- Teste vocacional
- Preparação de CV-Curriculum Vitae individual (resume)
- Entrevista simulada
- Autoscopia e análise das entrevistas


A sessão-pilot,  ficou a cargo de Mariana Abrantes, do Clube Soroptimist Internacional Estoril Cascais e Helder Delgado do Projecto Bairro@activo do Programa Escolhas, foi bem sucedida e será repetida nos próximos meses.

Boa sorte aos jovens candidatos !

Nota:   Este serviço de preparação de CVs e de simulação de entrevistasé disponibilizado a um número limitado de pessoas interessadas. Para participar, favor enviar uma mensage ou o CV para soroptimistestorilcascais@gmail.com até o dia 10 do mês.