21 novembro 2011

Trabalho do ACIDI pelos migrantes reconhecido com prémio Europeu


O ACIDI, representado por Rosário Farmhouse e Susana Antunes, recebeu o primeiro prémio do European Public Sector Award - EPSA 2011 subordinado ao tema "Opening up the Public Sector through Collaborative Governance." 


Muitos parabéns! 

O projecto do ACIDI - O Alto Comissariado para a Integração e o Diálogo Intercultural, é dedicado à causa da integração social através de governação aberta e colaborativa e de trabalho com as associações de migrantes.

O prémio, gerido pelo EIPA, European Institute for Public Administration, foi entregue na mesma sala onde foi assinado o Tratado de Maastricht. 

A cerimónia contou também com a  presença de Joaquim Poças Martins, da Águas do Porto, cujo projecto foi finalista no Tema de Going Green (Trabalhar para o Verde) dedicado a projectos ambientais.

A assistir estiveram Francisco Ramos do INA e Mariana Abrantes de Sousa, que foi um dos quase 30 avaliadores que apoiaram o juri de alta individualidades da Administração Pública europeia na apreciação dos 274 projectos candidatados, incluindo 11 de Portugal.  Pelas regras do prémio nenhum avaliador participou na avaliação de projectos do seu próprio país.

http://www.acidi.gov.pt/noticias/visualizar-noticia/4ec4fb01b8500/acidi-vence-premio-europeu-de-boas-praticas-


ACIDI vence Prémio Europeu de Boas Práticas

17-11-2011
O Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI) venceu, hoje, em Maastricht, o Prémio Melhores Práticas na Administração Pública, organizado pelo Instituto Europeu da Administração Pública (EIPA, na sigla inglesa)
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De entre quase 300 candidaturas ao Prémio, o ACIDI concorreu na categoria “Alargar o Sector Público através da Governação Participativa” com o projecto “Envolvimento da Sociedade Civil no Acolhimento e Integração dos Imigrantes” que foi apresentado pela própria Alta-Comissária, Rosário Farmhouse. O projecto foi um dos cinco finalistas na sua categoria, apurado após quatro etapas eliminatórias.

EPSA é, por excelência, um termómetro de avaliação das políticas públicas nos Estados-membros da União Europeia, enquanto instituição da Comissão que monitoriza, forma e distingue as melhores práticas no âmbito administrativo das diversas entidades dos 27 países.

Além da categoria em que o ACIDI se candidatou, juntam-se mais duas e os respectivos cinco trabalhos finalistas de cada uma destas: “Prestação de um Serviço Público Inteligente num Clima Económico Adverso” e “Proteger o Meio Ambiente: Soluções Concretas do Sector Público”.

Enquanto organizadora deste Prémio, a EIPA dedica 3 dias a esta cerimónia porque considera de maior importância a apresentação prática dos 15 projectos finalistas, com intuito de se trocar experiências e se dar a conhecer as boas práticas que trouxeram melhorias no sector em que foram aplicadas; mereceram, pois, ser finalistas na atribuição deste Prémio pelo seu impacto no sector público e que os restantes países e entidades europeias devem conhecer.

A abertura da cerimónia será da responsabilidade conjunta dos alemães Marga Pröhl Thomas Bender, directora-geral da EIPA e director-geral do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão da Comissão Europeia, respectivamente. O dia 16 será inteiramente dedicado a workshops temáticos conduzidos por membros da EIPA. No terceiro e último dia, após o discurso de dignitários da Comissão Europeia, a cerimónia encerra com a entrega do Prémio EPSA 2011 a cada uma das três categorias.

...
VER mais sobre outros prémios internacionais para projectos e iniciativas portuguesas:
Prémios das Nações Unidas para os Serviços Públicos atribuíram a Portugal o 1.º e o 2.º lugares em duas das suas categorias. 
Portugal foi premiado com o 1.º lugar pela Rede Comum do Conhecimento, que permite a partilha de boas práticas de modernização, inovação e simplificação administrativas, e com o 2.º lugar pela vertente participativa do programa Simplex. Estes prémios são a mais prestigiada distinção internacional de excelência e inovação do serviço público.


30 outubro 2011

Dou.pt


Site dou.pt ajuda-o a desfazer-se daquilo de que já não precisa

O dou.pt faz a ponte entre quem se quer desfazer de um bem e quem o pretende receber
dou.pt faz a ponte entre quem se quer desfazer de um bem e quem o pretende receber (DR)
Chama-se dou.pt - Portal de Doações e pretende revolucionar a forma como os bens circulam em sociedade. Uma mesma plataforma online para unir quem já não quer a quem ainda precisa. O projecto será apresentado oficialmente na Gulbenkian a 31 de Outubro, Dia Mundial da Poupança.
O conceito é muito simples. Na própria definição dos criadores do projecto, a lógica é esta: o dou.pt é uma "plataforma nacional para a reutilização de bens, que faz a ponte entre quem se quer desfazer de um bem e quem o pretende receber".

17 outubro 2011

Caminhada a favor do DIÁLOGO EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS – A MEDIAÇÃO PELA PAZ, 20-Outubro, Lisboa

Caminhada no Dia Mundial da Resolução de Conflictos em prol do DIÁLOGO EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS – A MEDIAÇÃO PELA PAZ
Ou A Herança de Abraão / ابرَاهِيم / אברהם
Data: 20-Outubro-2011, das 11h00 às 16h00 horas
Local e percurso:
Sinagoga Shaaré Tikva Rua Alexandre Herculano, ao Rato (Saídas: 11h, 13h, 15h)
Igreja de Fátima Ave Marquês de Tomar/Ave de Berna (Saídas às 11h30, 13h30, 15h30)
Grande Mesquita de Lisboa Rua da Mesquita, (Saídas às 12h, 14h, 16h)
Organização: MEDIARCOM Associação Europeia de Mediação
Inscrições: mediarcom-org@mediarcom.com


Pode começar a Caminhada de reflexão e partilha em qualquer dos três pontos onde receberá todas as informações e um folheto com o percurso a realizar a pé. Tal como a Mediação, a Caminhada é voluntária, sendo o resultado do processo da inteira responsabilidade dos participantes. A ideia é criar um elo de caminhantes que una o triângulo virtuoso que existe entre os três locais de culto.

Todos serão bem-vindos! Venha Caminhar connosco pelo diálogo em todas as circunstâncias – dia 20 de Outubro, das 11:00 às 16:00 em Lisboa!
http://amigosdesousamendes.blogspot.com/2011/10/dia-mundial-da-resolucao-de-conflitos.html

07 outubro 2011

NOBEL da PAZ para três mulheres

O Prémio Nobel da Paz 2011 distinguiu, hoje, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a sua compatriota e ativista Leyman Gbowee, que contribuíram para o fim da guerra civil no seu país, e a jornalista iemenita Tawakkol Karman, figura emblemática da designada Primavera Árabe.


As três mulheres foram "recompensadas pela sua luta pacífica para a segurança das mulheres e dos seus direitos em participar nos processos de paz", disse o presidente do comité Nobel norueguês, Thorbjoern Jagland, no site oficial.

"Não podemos conceber a democracia nem uma paz duradoura no mundo, sem que as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, para influenciar a sociedade a todos os níveis", referiu o responsável.



Ver página oficial do Nobel 

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/nobelpaz-atribuicao-a-tres-mulheres-e-reconhecimento-justo-secretaria-de-estado-da-igualdade=f679004#ixzz1a8CjjtRQ



http://www.boasnoticias.pt/noticias_Nobel-da-Paz-2011-atr%C3%ADbuido-a-tr%C3%AAs-mulheres-_8308.html

02 outubro 2011

Carolina Ângelo, primeira mulher a votar em Portugal

Carolina Beatriz Ângelo
Foi há 100 anos que a médica Carolina Ângelo, lutadora sufragista e fundadora da Associação de Propaganda Feminista, foi a primeira mulher a votar em Portugal.  No entanto,   o sufrágio universal só seria instituído passados mais de sessenta anos, ou seja, depois do 25 de Abril de 1974.
O voto depositado nas urnas para as eleições da Assembleia Constituinte, em 1911, pela médica Carolina Beatriz Ângelo, constitui um episódio deveras exemplar de luta pela cidadania e pela emancipação da situação das mulheres em Portugal, numa altura em que o direito de voto era reconhecido apenas a "cidadãos portugueses com mais de 21 anos, que soubessem ler e escrever e fossem chefes de família".
Invocando a sua qualidade de chefe de família, uma vez que era viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo conseguiu que um tribunal lhe reconhecesse o direito a votar (à revelia) com base no sentido do plural da expressão ‘cidadãos portugueses’ cujo masculino se refere, ao mesmo tempo, a homens e a mulheres.
Como consequência do seu acto, e para evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.
Carolina Beatriz Ângelo foi assim, também, a primeira mulher a votar no quadro dos doze países europeus que vieram a constituir a União Europeia (até ao alargamento, em 1996).

26 agosto 2011

Um video interessante sobre os direitos humanos


Este video sobre os direitos humanos oferece um bom resumo.
Obrigada à amiga que enviou a versão legendada em português.



20 julho 2011

Sousa Mendes saved more lives than Schindler

By Jim Silver
July 19 (Bloomberg) -- Portugal at last has its own World War II hero, even though it stayed out of the conflict.
Aristides de Sousa Mendes saved thousands of people -- more than those helped by Oskar Schindler. Yet he was ignored in Portugal until the 1980s. The country has just declared his family home a national monument. Supporters are campaigning to raise 3 million euros ($4.2 million) for its restoration and conversion to a museum.
Sousa Mendes was a consul in France who defied government orders and gave thousands of visas in June 1940 to refugees, including Jews and opponents of the Nazis. His reward was expulsion from the diplomatic service. In 1987 he was posthumously given an Order of Liberty medal and in 2007 finished third in a TV poll of the greatest Portuguese.
“It shows how one person can make a difference acting with compassion and a sense of justice,” said Harry Oesterreicher, a board member of the U.S.-based Sousa Mendes Foundation, created last year.
Sousa Mendes accomplished “the greatest single act of rescue by an individual during the war,” Holocaust historian Yehuda Bauer is quoted as saying on the Seattle foundation’s website.
Another foundation, based in Portugal, plans to restore the 25-room family mansion in Cabanas do Viriato, a town in north Portugal, hours by train or car from Portugal’s biggest cities.
Sousa Mendes, his wife and most of their 14 children lived there periodically, before financial ruin caused by his forced retirement.
Anniversary Plan
"We wondered if it was worth it to make a museum there or elsewhere,” Aristides de Sousa Mendes, a grandson of the diplomat, said in an interview in Lisbon. “We know the house has a special symbolism.”
After years of slow progress, the Portuguese foundation, created in 2000, appointed a streamlined, three-person board in March to try to have a museum open at the house by April 2014, the 60th anniversary of Sousa Mendes’s death.
“Even in the state it’s in, people go there,” said Mariana Abrantes de Sousa, a former ABN Amro investment banker who heads the board. “People consider it important to go, because it’s a very powerful story.”
Antonio de Oliveira Salazar, Portugal’s dictator from 1932 to 1968, ensured that the consul who had defied his orders would be treated as a non-entity in the censored press -- while Salazar took credit for taking in refugees.
Sousa Mendes was Portugal’s representative in the French city of Bordeaux, when thousands of refugees streamed south, away from the invading German army, in 1940.
Jewish Refugees
Salazar ordered that Jews, as well as stateless refugees and those barred from returning to their home countries, be refused visas unless they already had made arrangements to leave Portugal for another country. Given the suddenness of the French collapse, few had done so.
Sousa Mendes, then 54, had already earned reprimands for bending the rules, according to “One Good Man,” a biography by Rui Afonso. He handed out thousands of visas to everyone who asked, including U.S. actor Robert Montgomery, who volunteered as an ambulance driver at the front in France, Luxembourg’s grand duchess and members of the duchy’s cabinet.
Yad Vashem, Israel’s Holocaust museum, estimates a third of the refugees seeking his visas were Jewish.
Spain was sympathetic to the Axis powers. While it gave few visas for extended stays, it issued transit visas for anyone who had permission to enter Portugal. As the Germans approached, Sousa Mendes moved south to Bayonne and continued issuing visas until Portugal’s ambassador in Madrid went to France and ordered him to stop.
Numbers Saved
Estimates of the number of refugees he saved go to as many as 30,000. The documents Sousa Mendes issued may have applied to that many, though the refugees who reached safety before the blocking of French-Spanish border crossings probably numbered closer to 10,000, Afonso said. (Schindler saved almost 1,200).
Harry Oesterreicher said he knew that his father and grandparents had escaped from France in 1940. He only learned last year that they had Sousa Mendes visas. “A lot of people don’t realize they’re part of the story,” he said.
Raising awareness and having a clear project for creating a museum will make fund raising easier, Oesterreicher said.
``People want to know there's a project with a head, trunk and limbs,'' said Joao Crisostomo, a Portuguese and New York resident who is on the U.S. foundation's advisory council.
The 19th-century Sousa Mendes home is at risk of collapse, Abrantes de Sousa said. While European Union funds may cover most of the reconstruction, donations are needed for some work and to create an endowment for operating costs.
Jewish Tourism
The house is well situated to take advantage of a growing interest in Jewish tourism in north Portugal, where vestiges of Judaism survived throughout the centuries of the Inquisition.
The Serra de Estrela Tourism Region, the area's tourism authority, and municipalities governments this year set up a ``Sephardic Route'' of sites linked to the country's Jewish past, said Jorge Patrao, president of the tourism region.
They include the town of Belmonte, where a small community of Jews existed covertly throughout the centuries when their religion was forbidden in Portugal. It has a synagogue that opened in 1997 and a Jewish Museum, which attracted 80,000 visitors last year, Patrao said.
Salazar, who kept Portugal out of the fighting, exported strategic goods to both sides and let the Allies have a base in the Azores Islands once it was clear the war was going in their favor. At home, he didn’t tolerate those who defied his orders, whether they were striking workers or a disobedient diplomat. He suspended Sousa Mendes for a year on half pay, followed by retirement on a reduced pension.
The diplomat died in poverty in 1954. In 1966, he was recognized by Yad Vashem as one of the saviors of Jews during World War II. It was only in 1987 and 1988 that he received official recognition from Portugal’s president and parliament.
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