29 janeiro 2018

D de défice: Demografia marca o destino de Portugal

Para quem não tiver comprado o semanário Expresso ou não tiver paciência para descobrir com transpor o "paywall" do Expresso, importa procurar e ler a importante entrevista a Maria Filomena Mendes, Presidente da Associação Portuguesa de Demografia sobre o défice mais importante de todos, o da natalidade. 
Já que não dá para reencaminhar o artigo, eis alguns apontamentos: 
"Nunca mais vamos conseguir repor o número de nascimentos" em Portugal devido às gerações cada vez mais pequenas, diz Maria Filomena Mendes. A especialista alerta para o persistente desfasamento  entre a percepção das famílias numerosas e a realidade  (do Portugal com o país do filho único, recordamos). 

A investigadora em demografia  recorda a aposta de alguns países para reverter o declínio da natalidade, com...
- medidas de apoio à mãe que trabalha (ainda mais essencial no país dos salários baixos, recorde-se)
- investimento em creches publicas gratuitas ou que as pessoas possam pagar, com horários alargados
- redução dos horários de trabalho, com trabalho em part time, uma medida que pode ter menos efeito em Portugal devido ao impacto do corte de rendimento nos orçamentos familiares frágeis
- mais segurança no trabalho (com contrato sem termo, com menos precariedade) a par de rendimentos mais elevados
- casas de primeira habitação a rendas ou prestações acessíveis
- conciliação do trabalho e da família

Para cada um artigo que fala do défice da natalidade, tivemos 20 artigos a falar do défice externo e 200+ artigos a falar do défice orçamental.
Mas o défice demográfico é fundamental, pois demografia é destino .

VER http://expresso/semanario2361/expresso/sociedade/nunca-mais-vamos-conseguir-repor-o-numero-de-nascimentos


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