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30 novembro 2022

Soroptimist speak for women and girls

Como defender os direitos de mulheres e meninas  em tempo de guerra, sem tomar partido e assumir posições políticas? 

De acordo com o preâmbulo dos estatutos da Soroptimist International, as Soroptimistas são obrigadas a permanecer ‘estritamente neutras" em questões de controvérsia e conflito entre nações, estados, partidos políticos e religião’

As Soroptimistas mantêm  sempre o seu foco na proteção e apoio a refugiados, especialmente mulheres e crianças vítimas de conflito armado. 

VER
https://www.soroptimisteurope.org/our-statements/

03 outubro 2015

Encontro de Estudos de Género, CIEG / ISCSP, Lisboa, 25-27 Maio 2016

In English below 
O CIEG tem o prazer de anunciar que se encontra aberto o call for papers para o Congresso Internacional de Estudos de Género sob o tema “Estudos de Género em debate: Percursos, desafios e olhares interdisciplinares”, a realizar nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2016 no ISCSP-ULisboa.

Toda a informação pode ser encontrada em anexo e nesta ligação ao nosso site:

Agradecemos a vossa atenção e solicitamos a melhor divulgação desta iniciativa.

Estudos de Género em debate: percursos, desafios e olhares interdisciplinares
CONGRESSO INTERNACIONAL
Instituto Superior de Ciências Sociais de Lisboa (ISCSP)
Universidade de Lisboa, 25-27 DE MAIO DE 2016

Os estudos de género, sobre as mulheres e os feminismos produziram efeitos de transformação importantes na vida quotidiana e no conhecimento sobre a realidade. No entanto, e embora os temas da igualdade de direitos estejam cada vez mais na agenda pública, há avanços e recuos e a persistência das desigualdades de género desafia-nos a procurar análises mais sólidas.
O Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG) quer contribuir para o aprofundamento analítico destas temáticas, e convida-vos a participar no Congresso Internacional de Estudos de Género a 25, 26 e 27 de maio de 2016 com o seguinte tema: “Estudos de Género em debate: Percursos, desafios e olhares interdisciplinares”.
Contamos convosco para procurar respostas para questões como: que efeito têm tido as diferentes políticas de igualdade de género na efetiva concretização de direitos? Como garantir a aplicação de leis de forma a prevenir efeitos perversos, como acontece no caso da violência de género? Poderes, relações de poder, dominação masculina e género: que conexões? Há fronteiras, e quais, entre investigação e ativismo? Como compatibilizar o sujeito coletivo de direitos “mulheres” com a diversidade étnica, de classe, geracional, de orientação sexual e global? Como se faz género na vida quotidiana e nas diferentes instituições: entre a reprodução e a agência? Heteronormatividade, corpo e sexualidade: questão central dos estudos de género? Homens e masculinidades: novas configurações? Que efeitos de backlash tem tido a crise, o aumento das desigualdades e o pensamento neoliberal na vida de mulheres e homens do presente?
Pretendemos também trazer a debate os contributos de investigadoras e investigadores de diferentes partes do mundo para nos ajudarem a refletir sobre os percursos dos estudos de género, sobre as mulheres e os feminismos nos seus contextos geográficos, políticos e socioculturais.
Na comemoração do seu 4º aniversário o CIEG tem muito gosto em juntar-se às comemorações dos 110 anos do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa (ULisboa), na realização do seu 1º Congresso Internacional.

As propostas de comunicação devem indicar claramente em que linha de investigação (I, II ou III) se enquadram. As grandes linhas de investigação a considerar são as seguintes:

I
Género, feminismos e estudos sobre as mulheres

História das ideias e das teorias;
Teorias contemporâneas e inovações;
Metodologias extensivas, intensivas e perspetiva comparativa internacional

II
Políticas, instituições e cidadania

Políticas públicas;
Igualdade, Direito e direitos;
Democracia e instituições políticas.

III
Género e construção das sociedades contemporâneas
  
Família, sexualidade e relações íntimas;
Representações, identidade e cultura;
Corpo, saúde e violência de género;
Classes sociais, desigualdades e valores;
Trabalho, economia e ambiente;
Migrações, globalização e desenvolvimento;
Masculinidades;
Estudos culturais e artísticos de género;
Estudos LGBT.

As propostas de comunicação, com o máximo de 300 palavras, deverão ser enviadas até ao dia 30 de novembro de 2015para o email congressocieg2016@iscsp.ulisboa.pt.
logo cieg brancoPrazo para envio de resposta por parte da organização: dia 31 de janeiro de 2016.
Os valores da inscrição, nas diferentes modalidades, serão divulgados em breve.



CIEG is pleased to announce that the call for papers for the International Congress of Gender Studies, under the theme “Gender Studies in Debate: Pathways, challenges and interdisciplinary perspectives” is now available. This Congress will take place on 25, 26 and 27th may 2016, in ISCSP-ULisboa, Lisbon.

All the info can be found attached and on this link to our website:

With our best regards,

Gender Studies in Debate: Pathways, challenges and interdisciplinary perspectives
INTERNATIONAL CONGRESS
School of Social and Political Sciences (ISCSP)
University of Lisbon, 25-27th may 2016

Gender and women studies and feminisms have produced important transformations in our daily life and in our understanding of reality. While the topic of equality of rights is increasingly on the public agenda, there have been advances and retreats and persisting gender inequalities continue to challenge us to look for more solid analyses.
The Interdisciplinary Centre on Gender Studies (CIEG) wishes to contribute to the analytical deepening of these issues and invites you to participate in the International Congress of Gender Studies, on 25, 26 and 27th may 2016 under the following theme “Gender Studies in Debate: Pathways, challenges and interdisciplinary perspectives”
We count on you to address questions such as: what impact have had different gender equality policies on the effective implementation of rights? How to ensure the implementation of laws and prevent perverse effects? Power, relations of power, masculine domination and gender: which connections? Are there frontiers between activism and research, and if yes, how/where to draw them? How to balance the collective subject ‘women’ with ethnic, class, generational, sexual orientation, and global diversity? How is gender performed in daily life and in different institutions: between reproduction and agency? Heteronormativity, bodies, and sexuality: central issue for gender studies? Men and masculinities: new configurations? What backlash effects have the crisis, the increased inequalities and the neoliberal thinking had on the current life of men and women?
We also wish to bring to the debate the contributions of researchers from different parts of the world to help us reflect upon the pathways followed by gender and women studies and feminisms in their geographic, political and sociocultural contexts.
Marking its 4th anniversary, CIEG is very pleased to join the celebrations of the 110 years of Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) of University of Lisbon (ULisboa), by organizing its 1st International Congress.

The abstracts, no longer than 300 words, should clearly indicate in which research line (I, II or III) the paper should be included. The research lines to consider are the following:
I
Gender, feminisms and women studies
History of ideas and theories;
Contemporary theories and innovations;
Extensive and intensive methodologies and international comparative perspective.

II
Policies, institutions and citizenship
Public policies;
Equality, Law and righs;
Democracy and political institutions.

III
Gender and the construction of contemporary societies
Family, sexuality and intimate relationships;
Representations, identity and culture;
Body, health and gender violence;
Social class, inequality and values;
Work, economy and environment;
Migrations, globalization and development;
Masculinities;
Cultural and artistic gender studies;
LGBT studies. 

Abstracts should be sent until 30 november 2015 to the following email address: congressocieg2016@iscsp.ulisboa.pt.
Deadline for notice of acceptance/rejection: 31 january 2016.
The registration fees, in its different modalities, will be available soon.
_______________________________________
CIEG – Centro Interdisciplinar de Estudos de Género
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP-ULisboa)
Rua Almerindo Lessa - 1300-663, Lisboa
Gabinete 58 | Piso 0 
213 600 430 
cieg@iscsp.utl.pt 


iscsp   ULISBOA_HORIZONTAL_RGB

10 outubro 2013


Um recente estudo do FMI,  "Mulheres, Trabalho e Economia",    mostra que, apesar de algumas melhorias, o progresso no nivelamento das oportunidades de trabalho  para as mulheres estagnou, disse a dirigente Christine Lagarde. "Aumentar a participação das mulheres no mercado de trabalho  beneficiaria todos   de várias maneiras." Por exemplo, ela notou, se o número de trabalhadores do sexo feminino fosse elevado ao mesmo nível que o de homens na Emirados Árabes Unidos, o PIB iria expandir em 12 por cento, no Japão em 9 por cento, e nos Estados Unidos da América em 5 por cento.

IMF
O documento aponta para uma série de obstáculos à participação laboral feminina.
O número de mulheres na força de trabalho continua a ser muito inferior ao dos homens em todo o mundo: apenas cerca de metade das mulheres em idade de trabalhar estão empregadas. As mulheres estão concentradas no  trabalho não remunerado , e quando são pagas , eleas estão super-representados no setor informal e entre os pobres, e elas continuam a receber salários inferiores aos dos homens para os mesmos postos de trabalho " , disse Lagarde .
Lagarde apela às autoridades em todo o mundo a tomar medidas e implementar políticas para derrubar obstáculos para as mulheres , estabelecendo algumas recomendações fundamentais, tais como:
As políticas de gastos fiscais do governo e, assim como a regulação do mercado de trabalho podem ser reformuladas  para ajudar a impulsionar o emprego feminino " , disse Lagarde .
 "Por exemplo , a tributação individual em vez de renda que a família em muitas economias impõe um imposto superior marginal no segundo assalariado em cada domicílios - podem encorajar as mulheres a procurar emprego. "
Vinculando os benefícios sociais para a participação na força de trabalho , treinamento ou programas activos do mercado de trabalho também pode ajudar a aumentar o emprego feminino , ela disse que , como seria a disponibilidade de creches e infantários bons e de custo acessível bem como apoios à  paternidade e maternidade.
Para mais recomendações e para ler toda a análise , confira o estudo.
O estudo do FMI foi lançado na véspera da presença de Lagarde num painel em Nova York com Bill Clinton , Sheryl Sandberg , e Mo Ibrahim , como parte da Iniciativa Global Clinton.
Fonte: http://blog-imfdirect.imf.org/2013/09/23/lagarde-women-can-help-grow-the-world-economy/
e en español
http://blog-imfdirect.imf.org/2013/09/23/lagarde-women-can-help-grow-the-world-economy/
Estudo Las mujeres, el trabajo e la economia http://www.imf.org/external/spanish/pubs/ft/sdn/2013/sdn1310exs.pdf

09 dezembro 2011

Dia dos Direitos Humanos


O Dia dos Direitos Humanos 10 de Dezembro 2011 volta a honrar defensores dos direitos humanos, com especial destaque para os ativistas de mídia social.O Gabinete do Comissário da ONU para os Direitos Humanos, que lidera as celebrações da ONU para marcar o evento, diz que também pretende "examinar o papel dos meios de comunicação social como um elemento crucial na modernamudanças políticas e sociais."

O tema deste ano foi inspirada pelos movimentos de protesto pacífico que foramem grande parte organizada por ativistas através de várias redes sociais.

Fiel ao tema, Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos Navi Pillay responderá a perguntas a 9 de dezembro, às  9:30 EST, enquanto Alto Comissário Adjunto para os Direitos Humanos Kyung-wha Kang vai moderar um evento em Genebra, Suíça, acerca sociais direitos humanos e a comunicação social.  

04 dezembro 2011

Em memória de Teresa Rosmaninho antiga Presidente da União de Portugal

Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica 
Número verde gratuito 800 202 148 


Teresa Rosmaninho, psicóloga clínica,  presidente fundadora do clube Soroptimist International Porto Invicta e antiga presidente da União de Portugal faleceu em Setembro (1955-2011).  A União de Portugal inclui também os Clubes de Caldas da Rainha, Estoril Cascais, Évora, Lisboa Sete Colinas, Lisboa Fundador e Setúbal.


Teresa Rosmaninho tinha um sonho. Sonhava com um mundo sem violência. E trabalhava todos os dias para o construir, mobilizando vontades e recursos e ultrapassando obstáculos.  
Enérgica, bem humorada e dinâmica, ela demonstrava com a sua liderança o melhor dos ideais soroptmistas:  Compreender, Defender, Agir  (Awareness, Advocacy, Action)


Teresa Rosmaninho deixa um trabalho notável na protecção às vitimas de violência doméstica e na defesa dos direitos humanos em Portugal. Em 1994 fundou, através do clube Soroptimist International Porto Invicta, o «Porto de Abrigo», uma casa de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica. Foi assessora do Ministério da Justiça e dirigente do projecto INOVAR do Ministério da Administração Interna, destinado a melhorar o atendimento às vítimas de crime, na GNR e PSP e foi autora de uma manual sobre a violência doméstica destinado à comunicação social. 

Sentidos pêsames à sua família e às amigas soroptimistas. 

Foi um privilégio conhecer e trabalhar com Teresa Rosmaninho nos projectos soroptimistas. 
Deixe aqui o seu testemunho e os seus desejos para as soroptimistas em Portugal. 
 

Nascida no Porto, a 25 de Abril de 1955, Teresa Rosmaninho  tinha 56 anos. Ex-assessora do Ministério da Justiça, desenvolveu um extenso trabalho de campo na área social.   Activista dos direitos das mulheres, fundou o “Porto de Abrigo”, casa de apoio no Porto para vítimas de violência doméstica, gerido pela “Soroptimist International Porto Invicta”, de que foi a primeira presidente.
Licenciada em psicologia clínica no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), fez estudos complementares na Inglaterra, Holanda e Suíça. Auditora de Defesa Nacional, Teresa Rosmaninho foi Técnica Superior do Ministério da Justiça e dirigiu o projecto INOVAR do Ministério da Administração Interna, destinado a melhorar o atendimento, na GNR e PSP, às vítimas de crime. 
Militante do MRPP entre 1973 e 1975, Teresa Rosmaninho era militante do PS desde 2009.
Ver também Rede de casas abrigo não é suficiente , Crime quase sem castigo
Porto24 , Porto Canal , Público
Obituário de Teresa Rosmaninho, JN, Notícias de Gaia, A Bola, APMJ, AIDSSP,  testemunhos, Intervenção , Notícias da Trofa, Conheci Teresa
Soroptimistas na campanha da UNIFEM contra a violência contras as mulheres
Violência doméstica mata mais , Ver CIG Cidadania e Igualdade de Género


Serviço de Informação às Vítimas de Violência Domestica
Número verde gratuito 800 202 148 

26 agosto 2011

Um video interessante sobre os direitos humanos


Este video sobre os direitos humanos oferece um bom resumo.
Obrigada à amiga que enviou a versão legendada em português.



23 outubro 2010

“Novo Rumo” para as vítimas de violência doméstica

23 de Outubro de 2010
A associação Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta através do projecto “Novo Rumo - para uma vida sem violência”, em parceria com a Junta de Freguesia de Ovar, vai ajudar a criar um Centro de Informação e Acompanhamento a Vítimas de Violência Doméstica, que funcionará numa sala do órgão vareiro.

Carla Azevedo
O Centro de Informação e Acompanhamento a Vítimas de Violência Doméstica (CIA) poderá arrancar já este mês em Ovar.
O Protocolo de Cooperação está a ser celebrado entre a Associação Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta, com base no projecto “Novo Rumo - para uma vida sem violência”, e a Junta de Freguesia de Ovar. Segundo a responsável pela equipa do projecto, Patrícia Correia, o ‘“Novo Rumo - para uma vida sem violência”’ surge da necessidade de criar infra-estruturas que permitam um apoio próximo e constante à mulher vítima de violência doméstica”. Esta consciencialização aparece da experiência adquirida nos projectos “Estrada Larga - caminhos para famílias sem violência” - que, entre muitas acções, promoveu na Junta de Ovar, em Abril do ano passado, uma sessão de informação e sensibilização sobre violência doméstica -, e “Porto d’Abrigo” (residência temporária para mulheres e crianças vítimas de violência doméstica). Nesse sentido, o “Novo Rumo - para uma vida sem violência” pretende ajudar a criar Centros de Informação e Acompanhamento de Vítimas de Violência Doméstica em Juntas de Freguesia e outras instituições dos três distritos abrangidos pelo projecto - Aveiro, Braga e Porto -, “distritos estes que apresentaram cerca de 34 por cento do total nacional de ocorrências de violência doméstica registadas pela PSP e GNR”, referiu Patrícia Correia.
Ao “Novo Rumo - para uma vida sem violência” caberá, como explicou a responsável pela equipa, “a consultoria necessária para o bom funcionamento do centro a criar (sensibilização, transferência de ‘know-how’, atendimento acompanhado, implementação de manuais de procedimento e qualidade”. A associação compromete-se assim a facultar gratuitamente consultoria técnica especializada na área de violência doméstica aos técnicos da Junta de Ovar envolvidos no centro, a providenciar os materiais necessários à divulgação do CIA, e a acompanhar e apoiar o funcionamento do centro através da presença de uma técnica do projecto. Além de garantir a frequência gratuita de seminários ou reuniões de aperfeiçoamento dos serviços de técnicos da Junta de Ovar e de instituições locais da freguesia, o projecto vai facilitar igualmente o acesso a documentação técnica na área da violência doméstica aos técnicos da Junta de Ovar e fornecer os suportes documentais e estatísticos necessários à avaliação do projecto.
À Junta de Freguesia de Ovar, como esclareceu Esmeralda Souto, compete a cedência gratuita de uma sala para funcionamento do CIA e assegurar os recursos humanos da Junta necessários à correcta actividade do centro. O protocolo institui também que a Junta deverá garantir a divulgação do CIA nos locais da freguesia em que tal se justifique e facilitar o acesso dos técnicos do projecto “Novo Rumo” a líderes da co-munidade, que aceitem contribuir para a divulgação dos serviços prestados pelo CIA, nomeadamente encaminhando para este as pessoas que necessitem de informação ou apoio na área da violência doméstica. Cabe ainda ao órgão vareiro facilitar a deslocação dos técnicos da Junta de Ovar responsáveis pelo exercício do CIA ao Centro Piloto de Infor-mação e Acompanhamento de Vítimas de Violência Doméstica, localizado na Junta de Freguesia de Oliveira do Douro (concelho de Vila Nova de Gaia), ficando as despesas inerentes a cargo da Junta de Ovar. A entidade vareira terá ainda de assegurar as normas de confidencialidade e segurança dos processos de informação e atendimento, sem prejuízo do acesso à informação por outros serviços do Estado, bem como manter e actualizar os registos documentais e estatísticos neces-sários à avaliação do projecto “Novo Rumo”.

“CADA VEZ MAIS EM OVAR EXISTEM PROBLEMAS DE NATUREZA SOCIAL QUE TEMOS DE RESOLVER”
“Fomos contemplados com o projecto ‘Estrada Larga’ e tivemos na Junta de Freguesia uma acção de formação. Isso foi bom para pôr o projecto ao serviço das populações. Depois entretanto o ‘Estrada Larga’ deu origem ao ‘Novo Rumo’ e a Patrícia Correia continuou a desafiar-nos para a situação. Nós, como sempre, voltámos a dizer que estávamos interessados, daí termos já o protocolo para assinatura”, pormenorizou Esmeralda Souto. Neste momento, a única dificuldade da Junta de Ovar, e por isso “o projecto ainda não ter sido concretizado a 100 por cento”, salientou a presidente, tem a ver com “o problema de ter uma assistente social que nos possa prestar apoio, porque não interessa estarmos com uma coisa apenas no papel. Nós queremos que efectivamente ao criarmos o centro seja realmente para que isso possa funcionar. É um projecto que nós temos estado a ver para pegarmos nele com pés e cabeça”.
Para Esmeralda Souto “cada vez mais em Ovar existem pro-blemas de natureza social que temos de resolver. E o problema da violência doméstica é um deles”. E garantiu: “Não tenho dúvidas que este projecto vai mesmo funcionar. Vai permitir que, tendo uma sala na Junta de Ovar, as pessoas possam ter realmente alguém para as ajudar, apoiar, orientar e informar quando tiverem problemas de violência doméstica. Ao mesmo tempo não é só preencher o inquérito e dizer que temos mais uma vítima de violência doméstica, tem que haver acompanhamento”. Na tentativa de encontrar uma solução, uma vez que “a Junta de Ovar não tem possibilidades que permitam admitir uma  assistente social”, Esmeralda Souto pondera a hipótese de recorrer ao Centro de Emprego e de Formação Profissional de Aveiro para conseguir alguém que esteja numa situação de poder fazer um estágio.
A presidente da Junta esclareceu ainda que o acompanhamento às vítimas poderá traduzir-se num apoio jurídico: “Há pessoas que precisam de apoio jurídico, alimentar e monetário, mas também necessitam de um emprego, ou, pelo menos, de arranjar um rendimento mínimo de inserção”.
Com o objectivo de informar a população, Esmeralda Souto espera divulgar o CIA através das escolas, associações de pais, instituições, padres e, talvez, por meio do recenseamento eleitoral, enviando uma carta às mulheres acerca do novo centro.
O projecto “Novo Rumo” já está funcionar nas Juntas de Freguesia de Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), Lavra (Matosinhos), Baguim do Monte (Gondomar), Massarelos (Porto) e termina a 31 de Março de 2006.

Projecto co-financiado pelo Estado e pela União Europeia
O Soroptimist Internacional é a mais antiga organização não governamental de mulheres profissionais, com estatuto consultivo nas Nações Unidas e representação no Conselho da Europa. O Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta surgiu a 8 de Abril de 1994 e optou, desde a sua constituição, pelo trabalho focado na questão da violência contra as mulheres e seus filhos, em particular a que ocorre na família.
O projecto “Novo Rumo - para uma vida sem violência” é uma iniciativa aprovada pela Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres/Presidência do Conselho de Ministros e co-financiado pelo Estado português e pela União Europeia - Fundo Social Europeu.
Ao que o PRAÇA PÚBLICA apurou, junto da responsável da equipa, uma outra área de intervenção do projecto prende-se com a Definição de Políticas Institucionais e Normativos de Acção em médias/grandes empresas e outras instituições de grande dimensão. O projecto pretende, com isto, proporcionar a adopção de políticas de cariz formal relativas à violência doméstica, consubstanciadas na organização de eventos sobre esta temática e na criação de estruturas de apoio e encaminhamento a vítimas. Da mesma forma, pretende-se providenciar apoio directo a programas de combate à violência doméstica.
Apesar de a informação ser bastante importante para a prevenção primária no domínio da violência doméstica, torna-se essencial a aposta na criação de métodos de resolução deste problema. Assim sendo, o “Novo Rumo - para uma vida sem violência” prevê a criação de casas abrigo/apartamentos de transição por iniciativa das Câmaras Municipais, e em eventual parceria com outras instituições da sociedade civil, públicas e/ou privadas.
 Fonte: 
http://www.pracapublica.com/?lop=artigo&op=642e92efb79421734881b53e1e1b18b6&id=f64b2463cf1dba199491c885dff932f3

16 março 2010

Eliminar as disparidades de remuneração entre géneros

Close the gender pay gap in Europe

O dia 26-Março-2010 é o dia da igualdade de remuneração entre os géneros

A Comissão Europeia lançou uma campanha de informação em todos os países da UE, sobre as disparidades salariais entre homens e mulheres. Se pretender saber mais sobre a campanha ou se desejar actuar como agente de reencaminhamento de informações, poderá consultar aqui todos os materiais disponíveis. Poderá também transferir e imprimir diversos instrumentos de comunicação para a campanha (folhetos, cartazes, apresentações em PowerPoint, videoclip), ou solicitar o envio do kit de comunicação por correio.
http://ec.europa.eu/equalpay

As disparidades salariais entre homens e mulheres correspondem à diferença média entre o pagamento à hora dos homens e das mulheres no conjunto da economia.
Por toda a Europa, as mulheres ganham em média cerca de 18% menos do que os homens, sendo que as disparidades salariais entre homens e mulheres estão a aumentar em alguns países.

As disparidades salariais entre homens e mulheres têm também um impacto importante nos rendimentos ao longo da vida e nas reformas das mulheres. Auferir um salário menor implica ter uma reforma mais baixa, o que aumenta o risco de pobreza para as mulheres idosas. As disparidades salariais entre homens e mulheres são a consequência da discriminação e das desigualdades no mercado de trabalho que, na prática, afectam principalmente as mulheres.
As disparidades salariais estão associadas a uma série de factores legais, sociais e económicos, que ultrapassam largamente a simples questão de um salário igual por um trabalho igual.